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14 de dezembro de 2018 • Ano 7
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Moda Inclusiva

Estilistas lançam roupas adaptadas

Desfile também terá recurso de audiodescrição e interprete de Libras

6 Dez2018Da redação07h04

Aliar a beleza e a funcionalidade das roupas para mulheres com deficiência é o desafio que acadêmicos de moda da Uniderp aceitaram para criar a coleção Cidade Morena - Explorando as belezas de Campo Grande -, que será apresentada em um desfile acessível às pessoas com deficiência visual e auditiva e a toda população no dia 08 de dezembro no Shopping Norte Sul Plaza.

O projeto desenvolvido pela Associação de Mulheres com Deficiência de Campo Grande em parceria com os alunos da disciplina de Ergonomia no Design foi pensado para atender as necessidades e anseios das modelos que participarão do desfile, mas também servir de inspiração para outros profissionais da moda e sociedade. “O projeto junto com a AMDEF faz parte de uma conscientização tanto por parte dos alunos quanto para a população que passa a ver esse público com outros olhos”, explica a professora Milena Santos.

A coleção traz peças de roupas casuais para serem usadas nas estações primavera/ verão. Os detalhes estéticos que traduzem Campo Grande estarão em tecidos lisos e estampados em malha, fibra natural ou mistos como viscose, sarja com elastano e linho. Materiais que permitem conforto e encaixe ideal para quem utiliza cadeira de rodas ou prótese na perna, por exemplo.  

Sete mulheres com deficiência participarão do desfile. Os looks foram sendo criados através de entrevistas com cada uma onde foi possível escolher os modelos que as agradam como macacões, vestidos, conjuntos, camisetas. Os estilistas foram guiados pela individualidade de cada uma, além dos quesitos técnico (durabilidade, conforto) ergonômico (vestibilidade e usabilidade) e estético (beleza e design) de cada peça.

Elba Fernandes tem paralisia cerebral devido à falta de oxigênio na hora do parto. Utilizando cadeira de rodas desde os 12 anos, a organizadora de eventos desenvolveu uma má formação na coluna causada por postura incorreta. “Para mim, o desafio maior são as blusas. Como tenho escoliose fica um lado maior que o outro. Aí acaba tendo que fazer ajustes”, desabafa. 

Ao produzir as roupas para a Elba, as estilistas optaram por tecido de algodão com elastano pelo conforto. “Criamos uma bermuda e camisa em sarja, com botões frontais e mais uma camiseta regata em malha de algodão bordada para ser usada por baixo. Os botões maiores e frontais facilitam na vestibilidade da peça e também esteticamente fica bem bonito”, antecipa a acadêmica Dayene Ibrahim. 

A coleção será apresentada com performance do grupo AMDEF Dance, formado por bailarinas com deficiência de dança do ventre. Além da exposição “Cidade Morena”, da artista plástica Lucia Pereira. 

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