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18 de julho de 2018 • Ano 7
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Serviço Público

Método que aperfeiçoa relações interpessoais será difundido a servidores

Psicoterapia de abordagem sistêmica tem como foco a mudança individual

30 Jul2017Da redação07h42

Como alternativa para lidar com as emoções e os conflitos interpessoais, servidores da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) da Capital estão tendo a oportunidade de conhecer os métodos da Constelação Familiar. A psicoterapia de abordagem sistêmica tem como foco a mudança individual por meio da superação de traumas e dificuldades sofridas.

Promovida pelo Instituto Educacional Sistêmico e apresentada pelo procurador de justiça aposentado e terapeuta Amilton Plácido da Rosa, a Constelação Familiar foi demonstrada pela primeira vez aos agentes penitenciários no início de julho. A proposta do Núcleo de Atendimento Psicossocial ao Servidor da Agepen é formar um grupo permanente com encontros semanais para desenvolver a fundo as técnicas utilizadas nessa ciência.

Conforme a chefe do núcleo, Maria Roseneusa Santos Oliveira, a psicoterapia está sendo apresentada, primeiramente, aos servidores como uma forma de aperfeiçoar e humanizar os atendimentos oferecidos no ambiente prisional. “À medida que os agentes forem se identificando com o método, eles vão aderindo ao grupo; temos a proposta também para trabalhar os encontros com os custodiados da capital, nesse mesmo sentido. Nosso objetivo é melhorar as relações interpessoais”, explica.

Na quarta-feira (26.7), aconteceu uma reunião na Escola Penitenciária (Espen) para apresentar a proposta do grupo e os métodos da Constelação Familiar, ministrada por Amilton Plácido. Chefes de diferentes setores e agentes penitenciários das unidades prisionais da capital participaram do encontro.

Focadas no amor, as técnicas da psicoterapia buscam a transformação interior. Conforme o palestrante, especialista na área, a ideia em trazer para os servidores penitenciários é possibilitar um novo olhar e que essas mudanças exteriorizem para os internos. “A partir do momento que os detentos forem vistos com amor, eles vão se transformando também e sentindo-se gente, e ainda, irão perceber que o erro que cometeram não influencia no relacionamento como ser humano. Além de mostrar que todos podem ser melhores”, destaca Plácido.

Com a carreira toda desenvolvida na área jurídica e no Ministério Público, Amilton Plácido é formado em Pedagogia, Filosofia, Letras, Direito e pós-graduado em Administração Escolar e Saúde Sanitária e pós-graduando em Direito Sistêmico que aborda os princípios da constelação familiar aplicada no Poder Judiciário. Atualmente, aposentado como procurador de justiça, possui três formações em constelações familiares, em Pedagogia Sistêmica e atua em grupos como terapeuta desta área.

Dinâmicas - Com uma abordagem filosófica, a metodologia utilizada consiste em dinâmicas, representações, explicações teóricas e exercícios. O método é fundamentado em três princípios: da necessidade de pertencer (pertencimento), da ordem e hierarquia dentro do sistema e do equilíbrio entre dar e receber. “Primeiramente conhecemos o aluno, suas dificuldades e as circunstâncias que enfrenta e à medida que vão surgindo situações vamos trabalhando na prática durante as reuniões”, complementa Amilton.

Presente no encontro, o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, reafirmou que o objetivo de todas as ações desenvolvidas com os servidores e os custodiados é cumprir, de fato, a missão da Agência que é a ressocialização dos detentos. “Humanizar os atendimentos é uma forma de melhorar os relacionamentos e, por isso, agradeço a disposição e dedicação do palestrante e dos colaboradores em demonstrar o método de Constelação Familiar”, ressaltou. Na oportunidade, Aud solicitou a participação mais efetiva dos servidores para expansão dos trabalhos.

Há nove anos na Agepen, a agente penitenciária, da área de Segurança e Custódia, Adriana Bimbato Borges conhece e pratica a Constelação Familiar por cinco anos. “Os benefícios dessa terapia acontecem em todas as áreas da nossa vida e, trazer esse método para o sistema prisional só tem a acrescentar a todos, ele nos ajuda na integração interpessoal, na resolução de conflitos e principalmente na interação e proximidade com os custodiados”, declara a servidora que participou do encontro e pretende fazer parte do grupo permanente.

“A nossa transformação ocorre pela vida toda e a cada dia mais as mudanças se aceleram, começa nos relacionamentos dentro de nossas casas, primeiramente com nossos pais, e se estende a toda família e no trabalho”, finaliza o palestrante.

Como forma de divulgação do método da Constelação Familiar, as reuniões serão apresentadas aos servidores dentro de cada unidade prisional de Campo Grande. “Quem se identificar, pode aderir aos encontros; nosso intuito é realizar um trabalho contínuo e formar um grupo com, pelo menos, dois agentes representando cada estabelecimento”, complementa Roseneusa. Os interessados devem entrar em contato com o Núcleo de Atendimento Psicossocial ao Servidor da Agepen pelo telefone (67) 3901-1623.

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