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Vida de Bailarina

Com sacrifícios, dançarinos não desistem

Além dos prêmios participantes buscam novos aprendizados

17 Jun2017Elaine Silva - Especial para Diário Digital07h29
Ensaio do grupo de Aquidauana (FOTO: Luciano Muta)
  • Mais de 50 grupos de dança estão parcipando do evento
  • Ensaio do grupo de Aquidauana (FOTO: Luciano Muta)
  • Dançarinos da cidade de Aquidauana (FOTO: Luciano Muta)
  • Companhia de Dança do Pantanal Corumbá (FOTO: Luciano Muta)
  • (FOTO: Luciano Muta)
  • Daniela Alves (FOTO: Luciano Muta)
  • Beatriz de Almeida (FOTO: Luciano Muta)
  • (FOTO: Luciano Muta)
  • Grupo de Corumbá com o Maestro Rolando (FOTO: Luciano Muta)
  • Dia 17 de junho é o último dia do prêmio (FOTO: Luciano Muta)

O Prêmio de Dança Onça Pintada leva muito mais do que as premiações aos artistas, como o Maestro da Companhia de Dança Moinho da cidade de Corumbá, Rolando Candia, revela ‘mais do que o prêmio à experiência que os artistas vão levar que já é gratificante’. Os bailarinos ensaiados pelo maestro, Isabeli Paiva, Jhonatan Parola e Nayara Conceição, todos de 19 anos, deixam claro suas paixões pela dança, desde o momento em que pisam no palco, mas sempre tem aqueles momentos que se pensam em desistir. "Sempre tem aqueles momento que pensamos em desistir, exemplo, quando temos uma aula gostosa, criamos uma expectativa de evoluir e na outra já diferente ai desanima”, afirma Jhonatan.

Porém aos que muitos ensaiam desde “pequenos”, entre os 500 bailarinos, encontramos raridades como a estudante de zootecnia, Daniela Alves, de 24 anos, da cidade de Aquidauana que desde pequena sempre teve vontade de aprender balé, porém a apenas dois anos ela conseguiu realizar esse sonho e deixa claro que para dançar precisa ter amor. “Você tem que saber sentir a dança, porque se você não gosta disso não adianta nada. Ás vezes as pessoas dançam somente a parte técnica, têm que sentir a paixão", afirma Daniela. Mesmo com a rotina exaustiva,  eles não conseguem ficar um dia apena sem ensaiar.

A ex-bailarina Beatriz de Almeida, dona do estúdio que leva seu nome, esteve presente nos ensaios, que aconteceram na manhã de ontem (15). "O bailarino tem que amar o que faz é uma rotina exaustiva, enquanto a maioria das crianças estão se divertindo eles estão no estúdio, lá é a diversão dele", diz Beatriz.  Com cerca de 45 anos de profissão Beatriz percorreu o mundo dançando e relata com clareza que no exterior o bailarino é bem mais visto, recebendo flores, cartas, diversos presentes.

O Bailarino – Não apena no Brasil, mas também no mundo a falta de bailarinos masculinos na dança é frequente pelo simples fato, de que ainda existe muito preconceito. “No interior o preconceito é grande”, afirma Daniela. Porém aos pouco o bailarino vem ganhando seu espaço, hoje é mais frequente você ver o sexo masculino nas premiações.  

Prêmio Onça Pintada - A 4ª Mostra e Prêmio de Dança Onça Pintada começou no dia (14) e segue até o dia 17 de junho, com apresentações e competições no Teatro Glauce Rocha. O encontro reúne cerca de 50 grupos e mais de 500 bailarinos contemplando o balé clássico, as danças populares, além de atrações nacionais e internacionais.

O corpo de jurados da competição conta com professores e coreógrafos do meio artístico da dança nacional, sendo eles Marcelo Misailidis –bailarino uruguaio, coreógrafo e diretor; Luan Rattacaso –diretor-geral do Da Vinci Art Studio e Ritmato Cia. de Dança; Thais de Assis –professora da escola de dança da Fundação de Teatro Municipal de São Paulo; Andréa Thomioka –professora e parceirista da Comissão de Análise da Secretaria de Estado de Cultura de São Paulo; Tarik –bailarino, professor e coreógrafo de danças árabes folclóricas; Carla Bublitz –diretora do ballet Vera Bublitz e delegada do Conselho Brasileiro de Dança; e Welton Nascimbene –solista da Cia. Brasileira de Danças Clássicas.

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