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20 de fevereiro de 2020 • Ano 9
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Saúde Pública

Megaoperação de combate ao Aedes aegypti começa na próxima semana

Ações percorrem todas as regiões da cidade até março para reduzir índices de infestação

17 Jan2020Da redação09h20

A partir da próxima semana a Prefeitura de Campo Grande inicia uma megaoperação que estabelece uma série de ações de enfrentamento, conscientização e sensibilização sobre os riscos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika e Chikungunya, integrando diversos órgãos da administração municipal, instituições públicas e privadas e sociedade civil organizada. A primeira etapa começa na quarta-feira (22), pelo Bairro Nova Campo Grande, Região do Imbirussu. Até o fim da campanha, que deve durar em torno de dois meses, as sete regiões urbanas da Capital serão atendidas.

As ações contemplarão a limpeza de terrenos públicos, transporte de materiais inservíveis descartados, alocação pontual e temporária dos descartes em locais previamente definidos, fiscalização e autuação de descartes irregulares, visita às casas pelos agentes de combate às endemias para detecção de focos, limpeza, orientação e conscientização da população sobre os riscos e consequências das doenças transmitidas pelo mosquito.

Paralelamente, a prefeitura se encarregará de fazer o trabalho de limpeza dos espaços públicos, incluindo praças e parques, sob a sua administração.

Durante o período de ação, será realizada uma grande gincana que, conforme as regras a serem estabelecidas, premiará os moradores que mais contribuírem com a limpeza do bairro e região, envolvendo toda a comunidade e contribuindo assim de maneira efetiva na eliminação de potenciais criadouros do mosquito.

Os trabalhos devem durar em torno de sete dias em cada região, respeitando a ordem pré-definida, conforme cronograma descrito abaixo:

1ª Semana – 22 a 28 de janeiro/ Imbirussu.

2ª Semana – 29 de janeiro a 4 de fevereiro/ Anhanduizinho.

3ª Semana – 5 a 11 de fevereiro/ Bandeira.

4ª Semana – 12 a 18 de fevereiro/ Prosa.

5ª Semana – 19 a 25 de fevereiro/ Lagoa.

6ª Semana – 26 de fevereiro a 3 de março / Segredo.

7ª Semana – 4 a 10 de março / Centro.

Desde agosto do ano passado a prefeitura tem intensificado as ações de enfrentamento ao mosquito, antecipando a chegada dos períodos críticos, de chuva e calor. De lá para cá, as equipes da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais (CCEV) da Sesau tem realizado diariamente o trabalho de orientação e eliminação de criadouros do mosquito.

Além de inspeções em residências, é feita a vistoria em pontos estratégicos, áreas consideradas de maior risco de proliferação de mosquito e que exigem um trabalho específico, a exemplo de borracharias, oficinas mecânicas, pontos de recicláveis, construções, casas e construções abandonadas.

Conforme o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo o Aedes aegypti (LIRAa), sete áreas de Campo Grande foram classificadas com o risco de surto de doenças transmitidas pelo mosquito.

O número de áreas em alerta praticamente dobrou, em comparação com o último LiRaa divulgado em novembro do ano passado, passando de 22 para 42 áreas. Dezoito áreas permanecem com índices satisfatórios.

O índice mais alto foi detectado na área de abrangência da USF Iracy Coelho, com 8,6% de infestação. Isso significa que de 233 imóveis vistoriados, em 20 foram encontrados depósitos. A área da USF Azaleia aparece em segundo com 7,4% de infestação, seguido da USF Jardim Antártica, 5,2%, USF Alves Pereira, 4,8, USF Sírio Libanês, 4,4%, Jardim Noroeste, 4,2% e USF Maria Aparecida Pedrossian (MAPE), 4,0%.

Os dados epidemiológicos relativos aos 15 primeiros dias do ano mostram um número significativo de notificações de suspeitas de dengue feitas ao serviço de vigilância epidemiológica. Desde o início do ano foram 284 notificações, sendo que um óbito, de um homem de 30 anos, já foi confirmado.

Além dessas ainda foram registradas três notificações de Zika Vírus e uma de Chikungunya, que ainda estão passando por processo de avaliação laboratorial para confirmar ou não as suspeitas.

Durante todo o ano de 2019 foram registrados 39.417 casos notificados de dengue em Campo Grande, sendo 19.647 confirmados e oito óbitos. Apesar dos números expressivos impulsionados pela epidemia do último ano, o mês de dezembro fechou com aproximadamente 45% a menos de casos registrados no ano anterior.

 

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