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22 de abril de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Saúde Pública

Médicos da Capital confirmam greve na rede pública

Paralisação começará logo após completar 72 horas da notificação à prefeitura

20 Jun2017Valdelice Bonifácio e Mariel Coelho, especial para o Diário Digital19h00
(Foto: Marco Miatelo)
  • Direitoria do SinMed concedeu entrevista coletiva para explicar as motivações da greve
  • (Foto: Marco Miatelo)
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Os médicos da rede pública de saúde de Campo Grande confirmaram nesta terça-feira, 20 de junho, a greve da categoria por tempo indeterminado. A proposta de reajuste salarial encaminhada pela prefeitura da Capital foi rejeitada em assembleia. A paralisação começará tão logo completem as 72 horas da notificação oficial à prefeitura da Capital e outros órgãos de saúde.

"A greve começará em um dia da semana. Estamos apenas esperando o cumprimento do prazo para começar a paralisação", disse o presidente do Sindicato dos Médicos (Sinmed) Flávio Freitas Barbosa, durante entrevista coletiva concedida na sede da entidade, na Capital. Conforme o dirigente, o setor jurídico do sindicato está cuidando da notificação à prefeitura e demais órgãos de saúde para evitar questionamentos sobre a legalidade da greve.

O município propôs 6% de reajuste no valor dos plantões e 30% no valor da gratificação por desempenho. Além da questão salarial, a falta de estrutura de trabalho também foi levada em conta pelos profissionais durante assembleia que decidiu pela paralisação, realizada na noite de segunda-feira, 19. “Não foi apresentada proposta de reajuste em cima do salário-base e sim em cima de penduricalhos, que não existem por força de lei, mas sim por decretos que a qualquer momento podem cair”, justificou o presidente do SinMed.

A categoria preferia excluir as gratificações e mudar o salário-base para plantonista de 12 horas, passando de R$ 2,5 mil para R$ 4.137,00. Além disso, apenas 12% dos médicos recebem a gratificação por desempenho que o município sugeriu reajustar em 30%.

Conforme o presidente do Sinmed, as negociações começaram em janeiro, sendo documentada em março, sem qualquer evolução no que diz respeito aos salários. De acordo com o dirigente, o salário-base da categoria é o mesmo desde março de 2014. "Estamos há 1,1 mil dias sem nada de aumento", disse.

Outra queixa é que as condições de trabalho também não melhoraram. Durante a entrevista coletiva, foi divulgada uma lista de medicamentos que, segundo os médicos, está em falta na rede pública da Capital. “Dos 12 antibióticos necessários à pediatria, por exemplo, só tem um”, relatou.

Segundo Flávio Freitas, por ser considerado um serviço essencial, é necessário manter um contingente de 30% dos profissionais trabalhando nas unidades de saúde o que será respeitado. Cerca de 800 médicos atendem pela rede pública em Campo Grande.

A reportagem procurou a assessoria de imprensa da prefeitura, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

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