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14 de dezembro de 2018 • Ano 7
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Saúde

Maternidade inicia Projeto Coala para reduzir complicações em recém-nascidos

Projeto consiste em controlar a oferta indiscriminada de oxigênio, evitando o excesso ou a falta do gás nos tecidos

6 Dez2018Da redação15h18

Com o objetivo de reduzir complicações graves e até mesmo a   mortalidade infantil e garantir a humanização aplicada à mulher e ao recém-nascido, a Maternidade Cândido Mariano tem realizado vários   projetos relacionados às boas práticas para as mães e os bebês. O Projeto Coala, nome abreviado de “Controlando o Oxigênio Alvo Ativamente” é um deles e consiste em controlar a oferta indiscriminada  de oxigênio, evitando de forma ativa o excesso ou a falta do gás nos tecidos e órgãos de prematuros extremos.

O uso do oxigênio no período neonatal, embora necessário para o  suporte da vida em diversas patologias, pode ser potencialmente tóxico  em vários tecidos e órgãos, especialmente nos prematuros extremos. “É  um gás que funciona como uma medicação para o humano e quando ele falta acontece a chamada hipóxia”, explica Mércia Nantes, coordenadora do setor de fisioterapia da Maternidade Cândido Mariano.

“Já excesso de co2 pode causar aumento do tempo de internação,   enterocolite necrosante, aumenta a displasia broncopulmonar,  retinopatia da prematuridade, lesão no desenvolvimento cerebral, lesão  do DNA, colapso alveolar e atelectasia e redução da contratilidade do miocárdio”, ressalta Jaqueline Figueiredo, coordenadora do setor de enfermagem da maternidade.

Segundo os estudos realizados pela equipe do Projeto Coala, se o   nível de oxigênio está acima de 96 caracteriza excesso. “Se está abaixo de 95, o recém-nascido está recebendo menos do que precisa. O  ideal é manter o nível por meio do monitor, que fica acoplado no bebê,  para o profissional acompanhar a saturação. Assim se consegue diminuir as lesões cerebrais, como o risco de enterocolite, retinopatia e  atelectasia” acrescenta Jaqueline Figueiredo.

Desenvolvido por um grupo de profissionais que trabalha em neonatologia, como enfermeiros, médicos, fisioterapeutas e cardiologistas, o Projeto Coala possui quatro fases que estão sendo  implantadas em todo o país. “Acontece também a discussão do projeto e  publicação de artigos. Eles propuseram no mês de outubro a implantação  em nível nacional e já são 140 UTIs Neonatais inscritas”, afirma Mércia Nantes.

“Na Maternidade Cândido Mariano o projeto está na primeira etapa,  que é implantação e treinamento das equipes. A segunda etapa tem o  nome de “lidando com frustrações”, que é a dificuldade de aceitação ou  resistência das profissionais por conta da mudança de rotina e de  ajustes de alarmes que acaba demandando mais trabalho”, complementa a  coordenadora do setor de fisioterapia da maternidade.

Já terceira etapa consiste no estudo dos indicadores que mostram a  melhoria no tempo de internação do recém-nascido e quais as complicações que eles não tiveram devido a prematurirade.  Por último,  a fase final ou quarta etapa, é caracterizada pela educação  continuada. Na Maternidade Cândido Mariano, o Projeto Coala também é  coordenado pela gerente de fisioterapia Tatiana de Lima Leme e pela Dra. neonatologista Maria Claudia Rosseti, chefe da UTI Neonatal.

De acordo com as coordenadoras, os benefícios do Projeto Coala  também são econômicos. “Oxigênio é um gás caro, então, ao fazer esse  desmame precoce o recém-nascido fica em ar ambiente mais cedo, diminuindo o custo pelo uso do oxigênio para o hospital”, finaliza Jaqueline Figueiredo, coordenadora do setor de enfermagem da  Maternidade Cândido Mariano.

Maternidade Cândido Mariano -   A Maternidade Cândido Mariano, localizada em Campo Grande, é referência nacional em Ginecologia obstetrícia e UTI Neonatal. Há 80 anos, faz parte do momento mais importante na vida dos  sul-mato-grossenses, que é o nascimento. Sua meta é o cuidado com excelência, modernização e segurança, além do compromisso com o bem-estar de todos que procuram a instituição.

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