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20 de julho de 2018 • Ano 7
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II Congresso de Empresas Familiares
Ônibus

Transporte coletivo é debatido na Câmara Municipal

Usuário que participa de sua 15ª audiência sobre assunto garante que nenhuma vírgula do que foi dito será cumprido

13 Jul2018Luany Mônaco - Especial para o Diário Digital17h12
(Foto: Marco Miatelo)
  • Eduardo Miranda é artista e já desistiu do transporte coletivo de Campo Grande
  • (Foto: Marco Miatelo)
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  • (Foto: Marco Miatelo)
  • Líder comunitário Jeferson cobra a inexistência de policiamento municipal nos terminais (Foto: Marco Miatelo)
  • André Salineiro (Foto: Marco Miatelo)

Mais uma audiência pública sobre o transporte público campo-grandense foi realizada nesta quinta-feira, 12 de julho. O debate ocorreu no plenário da Câmara Municipal e foi convocado pelas comissões permanentes de legislação participativa e de transporte e trânsito. Várias autoridades responsáveis pelo transporte coletivo estiveram presentes na mesa do plenário,porém, a maioria não se manifestou.

Durante a audiência que se iniciou às 15h desta quinta vários populares questionaram o esquecimento das autoridades diante das condições não só do transporte coletivo oferecido aos cidadãos, mas também dos terminais e pontos de ônibus distribuídos pela cidade.

Um dos integrantes da mesa argumentou que  “o problema de transporte coletivo não é especialidade de Campo Grande, é um problema do Brasil”. A “culpa” do descaso em relação ao transporte coletivo da Capital do Mato Grosso do Sul chegou a ser jogada para governos anteriores. As autoridades citaram que a falta de fiscalização por parte de outros governos na análise de licitação teria acarretado o caos encontrado no serviço de transporte público de Campo Grande. 

Eduardo Miranda, um artista intensamente envolvido na solução de problemas públicos da Capital, estava presente na audiência. O artista que já desistiu de pegar ônibus na cidade está presente pela 15ª vez em audiência pública marcada para discutir soluções do mesmo problema, e diz que nenhuma das promessas feitas em audiências anteriores foram cumpridas. “Hoje eu ando a cidade inteira a pé, de bicicleta ou Uber por que eu não acredito mais no transporte coletivo de Campo Grande, que é o pior transporte do Brasil, sem exageros”, disse Eduardo.

Para Eduardo a falta de preparo dos funcionários é o início do caos. Segundo ele, as pessoas que trabalham para o Consórcio Guaicurus não são aptas a atender a população com serviços de qualidade, o que acarreta muitas reclamações vindas de todos os setores da prestadora.

“Eles (autoridades) vão compactuar várias coisas com a gente aqui, e eles vão mentir, de novo nós vamos sair daqui ouvindo várias mentiras, o que eles vão se comprometer de novo ali você pode escrever e noticiar, que eles não vão cumprir, de novo”, acredita Eduardo.

André Salineiro, o presidente da comissão permanente de Legislação Participativa contou que “o objetivo da audiência é ouvir a população e fazer com que as autoridades chamadas à reunião deem uma justificativa do porque está assim”, mas lembrou também que “infelizmente a audiência não tem o poder de resolver, quem tem o poder de resolver é o executivo né”, finalizou André, que andou de ônibus quando, como vereador, precisou ver de perto as reais necessidades do transporte coletivo para que soluções fossem tomadas.

A mesa ainda disse em audiência que a população deve colaborar com a preservação dos terminais já que os índices de vandalismo e roubo são absurdamente altos. Foi então que o líder comunitário Jeferson lembrou as autoridades sobre a falta de policiamento municipal nos terminais. “A empresa teve que contratar seguranças particulares para ficarem próximos ás catracas, ai eu te pergunto: cadê os Guardas Municipais da Cidade?”, questionou Jeferson. Em pesquisa realizada para a audiência, o assédio sexual dentro de ônibus e terminais é a 3ª maior reclamação dos usuários do serviço.

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