Campo Grande •22 de Maio de 2017  • Ano 5
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Da redação | Segunda, 9 de Janeiro de 2017 - 13h59Má conduta de motociclistas pode aumentar número de acidentesNo ano passado, foram registrados 8.517 acidentes, destes, 4.579 envolviam motociclistas

(Foto: Arquivo Diário Digital)

Diariamente ocorrem inúmeros acidentes de trânsito no mundo todo, resultando em muitos prejuízos físicos e materiais. Conforme dados do Batalhão da Polícia Militar de Trânsito (BPTran), em Campo Grande, durante todo o ano passado, foram registrados 8.517 acidentes, destes, 4.579 envolviam motociclistas.

O número fica mais assustador quando analisado o número de acidentados no trânsito da Capital. De um total de 6.824 vítimas fatais ou não, 4.135 são motociclistas e 715 são garupas, o que equivaleria ao primeiro e terceiro lugar, respectivamente, em um ranking de vítimas de acidentes de trânsito.

A pergunta que fica é: por que são registrados tantos acidentes se na autoescola aprende-se que conduzir defensivamente um veículo – principalmente motocicleta – é o modo ideal para preservarmos a vida?

Geralmente, conforme adquiri-se prática passa-se a ter muita autoconfiança e cria-se alguns maus hábitos na direção que podem prejudicar os próprios condutores e até mesmo aumentar o risco de acidente.

Segundo o examinador de trânsito do Detran-MS, Silvio Portes, as principais condutas erradas dos motociclistas são: utilizar telefone celular encaixado no capacete, pilotar com apenas uma das mãos no guidão, fumar durante a direção, transitar com a viseira aberta e/ou com a jugular aberta/frouxa, não fazer o uso adequado da seta, andar entre os veículos, realização de manobras perigosas, não utilizar vestimentas adequadas, não manter uma distância de segurança de outro veículo e utilizar pneu em mau estado de conservação.

Além da lista acima, o examinador ainda lembra que muitos cidadãos adquirem motocicletas e transitam sem habilitação pela cidade. Para Silvio, a diminuição no número de acidentes e vítimas acontecerá quando a categoria se conscientizar da fragilidade que a condução hostil proporciona.

“Alguns motociclistas precisam estar cientes que o trânsito não depende só deles, eles precisam estar mais atentos a tudo que acontece para se protegerem, pois em relação aos outros veículos eles são os mais vulneráveis”, analisou o servidor.

Para somar com o exame prático que é elaborado com diversos níveis de dificuldade, o Detran-MS ainda investe em ações de educação de trânsito para combinar esforços com os órgãos de policiamento e fiscalização.

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