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23 de abril de 2018 • Ano 7
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Campo Grande

Inédito em MS, laboratório em hospital estudará o luto

Outra iniciativa é o grupo de autoajuda para pessoas que perderam entes queridos

21 Set2016Valdelice Bonifácio07h18
(Foto: Roberto Okamura)
  • Edilson dos Reis explica que laboratório surge diante de um vazio nas academias para tratar e pesquisar o luto
  • (Foto: Roberto Okamura)
  • (Foto: Roberto Okamura)

Mato Grosso do Sul terá em breve um Laboratório de Estudo e Pesquisa do Luto. O órgão vai funcionar dentro do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, em Campo Grande. O projeto é assinado pelo professor em Bioética da Universidade Federal (UFMS) e capelão no hospital Edilson dos Reis. "O laboratório surge diante de um vazio nas academias para tratar e pesquisar esse tema envolto de tabus e mitos", explica.

Reis observa que não existem debates e nem linhas de pesquisa sobre o processo de dor e sofrimento causado pela morte de pessoas queridas. Professores da UFMS e acadêmicos ficarão encarregados de entrevistar pessoas na fase de luto. O objetivo da experiência é acumular informações sobre o tema, e assim encontrar meios de tornar o processo menos doloroso e minimizar as possibilidades de depressão, por exemplo.

"Ouvir relatos de viúvos que perderam os cônjuges e de famílias que perdem os filhos em tragédias, como em acidentes ou suicídio fará parte deste estudo", exemplifica o professor. Os resultados das pesquisas serão publicados, ficando à disposição de pessoas interessadas no tema.

O projeto prevê ainda uma iniciativa paralela que é o grupo de autoajuda a pessoas que estão passando pelo luto. A ideia é inspirada nos narcóticos e alcoólicos anônimos e outros trabalhos similares que reúnem pessoas para falarem sobre o que estão sentindo.

Os encontros serão mediados por acadêmicos da UFMS dos cursos de Medicina, Enfermagem e Psicologia que passarão por processo de seleção e depois serão  devidamente capacitados para a função.

A previsão é de que as reuniões ocorram, no próprio hospital, todos os sábados, das 14h às 16h. "O que queremos é acolher as pessoas e ouví-las proporcionando uma libertação emocional. Falar sobre a dor é fundamental", enfatiza Reis.

O trabalho em grupo terá 12 passos fundamentais. "O primeiro é explicar às pessoas que somos todos impotentes diante de morte", antecipa. "Além disso temos que trabalhar a libertação da culpa em alguns casos. Já em relação às famílias que perderam entes queridos para a criminalidade, vamos frisar  a importância do perdão", acrescenta.

Reis é teólogo por formação, mas garante que o trabalho não  tem cunho religioso e sim técnico-científico. Portanto, pessoas de qualquer religiosidade ou até quem não professa fé alguma pode participar.

Tanto o laboratório quanto o grupo ainda não têm data para iniciar os trabalhos, mas é certo que será ainda neste ano de 2016. Também neste ano, no mês de novembro, será realizado o 1• Seminário Sul-Mato-Grossense de Enfrentamento ao Luto, possivelmente, na Universidade Federal.

Mais informações podem ser obtidas na capelania do Hospital Universitário pelo telefone: 3045-3074.

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