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23 de setembro de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Situação Precária

MPF e indígenas cobram segurança pública

Segundo o procurador da República, é necessário uma polícia que entenda a comunidade

17 Jun2019Byanca Santos - Especial para o Diário Digital18h49
(Foto: Gabriel Torres)
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O Procurador da República Marco Antonio Delfino de Almeida reuniu-se com lideranças indígenas do Estado na sede do Ministério Público Federal (MPF), em Campo Grande,  para discutir a falta de segurança pública em aldeias. Entre 2012 a 2014, o Brasil teve taxa média de 29,2 homicídios por 100 mil habitantes. Em mato Grosso do Sul, a taxa foi de 26,1. Entre os indígenas do Estado este número sobe para 55,9.

Por anos, a Procuradoria Geral do Estado de Mato Grosso do Sul orientou os órgãos policiais a não realizarem atendimento nas aldeias seja ele emergencial ou preventivo. Mas, segundo o advogado da aldeia de Dourados a segurança é um dever de todos.

O professor, vereador e representante da comunidade indígena em Caarapó, Alécio Soares, afirma que somente da população indígena arrecada ao município 1,5 milhões de reais por mês e gostaria que isso voltasse para eles com segurança, saúde e assistência. “Trazemos esse clamor de socorro, para dar visibilidade a favor para o nosso povo. Nasci e fui criado lá e não temos segurança, não temos Polícia Militar e nem Civil. Nós fazemos parte da sociedade e neste momento a população indígena está invisível”, disse o vereador.

O procurador Marco Antonio de Almeida diz que é necessário uma polícia que entenda a comunidade e que não vá apenas para apanhar as pessoas que são pesas pelas próprias pessoas da comunidade.

“As aldeias existem há praticamente cem anos, como o Estado não conhece uma localidade que está aqui e moram pessoas, elas não foram colocadas hoje. O mesmo processo que a polícia faz do lado de fora de aproximação com os polícias, porque não faz nas aldeias indígenas, não é algo difícil”, disse o procurador.

“As aldeias existem há praticamente cem anos, como o Estado não conhece uma localidade que está aqui e moram, elas não foram colocadas hoje. O mesmo processo que a policia faz aqui fora de aproximação com os policias, porque não faz nas aldeias indígenas, não é algo difícil”, disse o procurador.

O procurador ressalta que quando o diálogo foi realizado com a Secretaria de Segurança Pública nada ocorreu.

O cacique Gaudêncio da aldeia Bororó pede socorro para a sociedade. “Estamos aqui com esse grito de socorro, pois a maior parte das lideranças trabalha em prol da sociedade fazendo a segurança, fazendo o papel de assistência social, fazendo o trabalho de psicólogo”, disse o cacique.

No dia 26 de junho em Dourados a Seretaria de Cidadania faá uma reunião no município, onde a Subsecretária Luciana Azambuja Roca irá se reunir com a população indígena para ouvir a comunidade.

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