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21 de abril de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Saúde Pública

HU retoma exames, mas PAM segue fechado

Cirurgias eletivas também estão temporariamente suspensas por falta de insumos

13 Mar2017Valdelice Bonifácio15h55
Cláudia Lang, gerente em exercício de atenção à saúde do HU, diz que prefeitura quer emprestar insumos (Foto: Marco Miatelo)
  • Hospital Universitário deixou de receber pacientes no PAM devido à falta de insumos básicos
  • Cláudia Lang, gerente em exercício de atenção à saúde do HU, diz que prefeitura quer emprestar insumos (Foto: Marco Miatelo)
  • PAM enfretava superlotação na semana passada; hoje tem 26 pacientes (Foto: Marco Miatelo)
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O Hospital Universitário de Campo Grande anunciou nesta segunda-feira, dia 13 de março, a retomada os exames laboratoriais que estavam suspensos desde a sexta-feira passada, dia 10, em função da falta de reagentes. Contudo, o Pronto Atendimento Médico (PAM) permanece fechado e as cirurgias eletivas (previamente marcadas) não estão sendo realizadas temporariamente. O Hospital Universitário negocia com a prefeitura aumento no repasse mensal, que atualmente é insuficiente para a demanda hospitalar.

A suspensão dos exames, atendimentos e cirurgias foi anunciado na sexta-feira passada. O HU alega não ter mais condições de atender os pacientes que recebe via regulação da prefeitura, em função da falta de dinheiro para cobrir as despesas. Por mês, o hospital recebe R$ 2 milhões vindos do fundo municipal, mas as despesas somam cerca de R$ 4,7 milhões mensais.

“Suspendemos o atendimento porque estávamos além do limite. O hospital estava lotado de pacientes e não tínhamos insumos básicos para exames ou cirurgias”, disse a gerente em exercício de atenção à saúde do HU Cláudia Lang. Segundo ela, a Secretaria Municipal Saúde (Sesau) está dialogando com o hospital.

Conforme a gerente, em novembro de 2016, ainda na gestão de Alcides Bernal (PP), a prefeitura assinou nova contratualização prevendo o aumento de recursos de R$ 2 milhões para 3,5 milhões por mês. O aumento do repasse começaria a valer em janeiro deste ano. Porém, a gestão de Marquinhos Trad (PSD) alega que o antecessor não deixou provisão de recursos para cumprir com o aumento do repasse.

A retomada dos exames laboratoriais só foi possível com a chegada de um novo recurso, o que permitiu acertar com fornecedores. Com isso, o hospital pode retomar o serviço. Já em relação às cirurgias eletivas, a Sesau se prontificou a emprestar insumos do próprio estoque da prefeitura até que a situação seja resolvida. No HU, são realizadas cerca de 25 cirurgias eletivas por dia. Técnicos da secretaria estão fazendo os levantamentos nos estoques da prefeitura.

Porém, enquanto não houver uma definição por parte do município, o hospital pretende manter o PAM fechado. Aliás, na semana passada, o setor estava superlotado. O Pronto Atendimento tem 26 leitos, mas na sexta-feira, havia 52 pacientes internados no local. Por dia, o PAM atende cerca de 60 pessoas em média.

“Outra situação que está sendo cobrada pela Vigilância Sanitária e a inexistência de leitos de isolamento. Não temos dinheiro para fazer as adequações”, comentou Cláudia Lang. Recentemente, dois pacientes com tuberculose e um com suspeita de H1N1 precisaram ser acomodados em quartos improvisados para evitar contágio no PAM.

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