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20 de junho de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Corumbá

Hortaliças cultivadas em presídio são doadas a instituições filantrópicas

Ao todo, 35 maços de alfaces, salsa, rúcula e coentro foram destinados para reforçar a alimentação de famílias de baixa renda

22 Ago2017Da redação08h35

Pessoas portadoras do vírus HIV, famílias carentes e crianças com deficiências físicas e mentais foram beneficiadas com a primeira doação de verduras cultivadas na horta do Estabelecimento Penal de Regime Semiaberto, Aberto e Assistência ao Albergado de Corumbá (EPRSAAAC). Duas organizações não governamentais (ONGs) do município foram as primeiras a receber as hortaliças e o objetivo é ampliar as ações sociais desenvolvidas com ocupação produtiva de internos e realizar doações semanais.

Criado há dois meses por iniciativa da direção da unidade, o espaço “Horta Verde Vida” conta com o apoio da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen). Ao todo, 35 maços de alfaces, salsa, rúcula e coentro foram destinados para reforçar a alimentação de famílias de baixa renda.

Para o diretor do presídio, Domingos Sávio de Arruda, ações que aumentam o contato da sociedade com o presídio ajudam a desmistificar o preconceito com a pessoa privada de liberdade, dando oportunidades concretas de reabilitação.

“Tudo está se concretizando graças à união de esforços de diferentes parceiros, e a intenção é aumentar o cultivo para gerar oportunidades de trabalho aos custodiados e beneficiar ainda mais a comunidade com as doações”, destaca Domingos.

Inicialmente, foram plantados 14 canteiros e todos os insumos como adubos, semente e mudas são provenientes de doações de instituições locais. Na horta, dois internos executam os trabalhos de plantio e manutenção e recebem a remição de um dia da pena a cada três de serviços prestados, direito garantido pela Lei de Execução Penal.

Instituições Beneficiadas

Quinze pessoas do Grupo de Ação e Prevenção para Pessoas com HIV/Aids (GAPP) de Corumbá foram beneficiadas com o kit de verduras, que irá contribuir para dieta alimentar durante o tratamento. Segundo o presidente da instituição, Manoel Fernandes Aguilar, a medicação no combate ao vírus HIV é muito forte e por isso os pacientes precisam de uma alimentação balanceada.

“Essas doações vão ajudar consideravelmente os portadores da doença, assim como as famílias num todo. Muitas vezes, os pacientes desistem do tratamento pelos efeitos colaterais da medicação e oferecer uma alimentação saudável para quem não tem condições financeiras é essencial para manter todo o tratamento”, enfatiza Manoel.

O Instituto Novo Olhar também foi beneficiado com as doações de hortaliças. Atendendo mais de 1.500 famílias de baixa renda das cidades de Corumbá, Ladário e Bolívia, a instituição existe há mais de três anos e foi criada pelo policial militar cabo Edinaldo Souza Neves dos Santos.

“Será de extrema importância reforçar a alimentação das famílias em situação de vulnerabilidade que atendemos, além disso, crianças com deficiências físicas e mentais também estão sendo beneficiadas com as hortaliças e toda ajuda é muito bem vinda”, ressalta Edinaldo.

Para o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, o cultivo de hortaliças em presídios do estado proporciona ocupação lícita e tem ampliado o contato com a sociedade. “Os trabalhos desenvolvidos com a mão de obra carcerária tem beneficiado diversos ramos sociais e isso possibilita a reintegração dos custodiados e incentiva a mudança de valores e comportamentos”, destaca o dirigente.

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