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14 de dezembro de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Transporte público

Empresas não renovarão frota em 15 dias

Empresários pedem redução de gratuidades de estudantes e idosos

3 Mai2019Da redação10h30
(Foto: Luciano Muta)
  • O presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende, afirmou que não será possível fazer a renovação no prazo estipulado
  • (Foto: Luciano Muta)
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Consórcio Guaicurus afirmou, na manhã de hoje, que não conseguirá renovar a frota de veículos em 15 dias pela falta de condições financeiras. A renovação foi exigida pela Prefeitura de Campo Grande, por meio da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), que no contrato exige a renovação da frota dos veículos, dentro do prazo de duas semanas.  No documento, a multa apresentada por não cumprimento do contrato é de R$ 2.700.504,91. O presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende, afirmou que será necessário negociar com a Prefeitura. Ele também confirmou que o acréscimo da passagem, não é uma solução. “O aumento é ruim para nós, o ideal é que todos pagassem”, afirmou. Justificando que quanto menor a quantidade de pagantes, mais alto fica o valor para todos e sugeriu que os benefícios para quem não paga, fossem repensados, porque há estudantes que usam o benefício, mas tem condições econômicas de pagar, por exemplo.

A Agereg iniciou em 2017 o processo fiscalizatório Nº 23265/2017-52 para supervisionar a execução do edital de concorrência Nº 082/2012, em relação à idade média da frota, isto é, quanto tempo estão funcionando. De acordo com a agência, houve o descumprimento que define a idade média da frota, porque o limite é de cinco anos. Mas em abril de 2019, a idade média apurada foi de 6,76 anos, desrespeitando o contrato entre o Consórcio Guaicurus e a Prefeitura.

O presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende, falou que não é possível fazer essa renovação no prazo estipulado. “Nós vamos provar que não temos condições por meio de documentos e vamos ter que conversar com a Prefeitura para ser resolvido”, declarou. Além disso, ele explicou que isso não resolve os problemas, mas sim a infraestrutura e afirmou que no transporte coletivo não há investimento.

Alicía Ayala, que utiliza os ônibus todos os dias, disse que a situação é horrível e afirmou que falta veículos, além de que o valor da passagem não condiz com o serviço. “O ônibus demora, o atendimento é horrível. Quando chego em casa, o cansaço não é tanto do trabalho, mas sim do ônibus”, desabafou.

Rezende ainda disse que deve ser feito uma preparação antes para saber as condições para essa renovação. “Deve ser feito um planejamento, como a quantidade de ônibus que podemos comprar, a quantidade de pagantes que perdemos e temos atualmente”, esclareceu. Para o presidente do Consórcio, o poder público não cumpriu para as melhorias, apenas em relação ao reajuste da tarifa.

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