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Saúde

Gripe matou 24 só neste ano na Capital

Número é maior que o registrado em todo o ano de 2017, quando foram notificados 12 óbitos

11 Ago2018Da redação07h00

O Boletim da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande divulgado nesta sexta-feira (10) destaca o resultado da 20ª Campanha de Vacinação contra a Gripe em 2018, o aumento de casos de influenza no primeiro semestre do ano e a redução de casos das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Entretanto, o órgão que é vinculado à Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) aponta que até julho de 2018, Campo Grande registrou 24 óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo eles causados pelo vírus Influenza e outros vírus; número maior que o registrado em todo o ano de 2017, quando foram notificados 12 óbitos pela mesma síndrome.

O Boletim ainda destaca que apesar da alta cobertura vacinal na Campanha contra a Gripe, houve mudança nas cepas (Influenza A, H3N2 e Influenza B) da vacina distribuída gratuitamente pelo SUS durante a campanha, o que pode provocar mudança no comportamento viral.

O documento ainda ressalta a importância sobre manter o cartão de vacinação atualizado tendo em vista que as vacinas têm suas especificidades e importância, visto que além de prevenir, elas salvam vidas.

Sobre as doenças transmitidas pelo Aedes, no primeiro semestre de 2018 foram notificados, 111 casos de chikungunya, sendo que 57 confirmados autóctones, comprovando a circulação do vírus no município, sendo que a maior concentração de casos foi no mês de abril, seguido pelo mês de maio, períodos atípicos para a circulação do vírus. Já quanto ao Zika, não houve gestantes confirmadas, nem registros de óbitos e casos graves. Em relação à dengue, o limiar endêmico permaneceu abaixo do limite esperado em todos os meses.

O Boletim ressalta a importância sobre a prevenção de doenças transmissíveis, destacando para o Vírus T- linfotrópico humano (HTLV) e que as formas de infecção são sexual desprotegida (sem camisinha), contato com sangue ou secreções (transfusão, transplantes, uso de drogas injetáveis, exposição percutânea), da mãe infectada para o recém-nascido (Transmissão Vertical em 2,5 a 5% dos casos), principalmente pelo aleitamento materno em torno de 20% dos casos. A maioria dos infectados não apresentam sinais e sintomas durante toda a vida.

A Comissão Municipal de Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde constatou que das unidades hospitalares do município de Campo Grande, 78,5% possuem protocolos implantados para prevenção e controle das infecções relativas aos microrganismos resistentes, entretanto, carecem de melhorias quanto a supervisão das rotinas comportamentais das equipes. Os erros mais comuns na assistência aos pacientes, dentro desta temática, incluem o uso inadequado de luvas e capotes, assim como a diferenciação do uso de máscaras nas precauções respiratórias (gotículas e aerossóis), sendo a maioria delas verbalizada pelos profissionais.

O Boletim aponta ainda que do total de mortalidades no trânsito e de internações, cujos acidentes ocorreram na área urbana em 2017, em ambos os casos os motociclistas são as principais vítimas. Os principais fatores e condutas de risco foram excesso de velocidade e condutores sem habilitação.

A publicação destaca que em 2017 os casos de Hepatite C dobraram em relação ao ano anterior, passando de 38 para 80 notificações. O mesmo aconteceu nos casos de Hepatite B, saltando de 25 em 2016, para 42 no ano seguinte.

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