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31 de março de 2020 • Ano 9
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Sustentabilidade

Ponto de descarte

Empresa cria espaço para coleta de lixo eletrônico

20 Fev2020Da redação08h08

O Brasil é o maior produtor de lixo eletrônico da América Latina e o 7º maior do mundo, segundo um estudo realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Anualmente, o país produz 1,5 mil toneladas de lixo eletrônico, e apenas 3% de todo esse montante tem um descarte adequado. Pensando em contribuir para amenizar o problema, a HVM Incorporadora criou um espaço de coleta para eletrônicos, de menor dimensão, como notebooks, tablets, carregadores, celulares, entre outros, em Campo Grande. Quem tiver esses tipos de equipamentos eletrônicos para descarte pode procurar a unidade localizada na Rua da Paz, entre as ruas Sergipe e Alagoas.

Estima-se que, até 2050, o mundo produzirá cerca de 120 milhões de toneladas de lixo eletrônico. Ao calcular, anualmente, o valor da produção de lixo eletrônico global o resultado já supera a casa dos US$ 62,5 bilhões, o que corresponde mais que o PIB de vários países, conforme relatório divulgado pela Plataforma para Aceleração da Economia Circular (Pace) e pela Coalizão das Nações Unidas sobre Lixo Eletrônico. Devido à composição química dos equipamentos, uma vez que eles concentram metais pesados, como mercúrio, chumbo e níquel, o lixo eletrônico é extremamente tóxico ao meio ambiente e oferece riscos à saúde humana.
“A HVM tem sua atuação pautada na sustentabilidade, desde o material  utilizado nas construções, até os espaços pensados em minimizar o impacto
ambiental, com soluções tecnológicas que proporcionam esse desenvolvimento
sustentável. E o lixo eletrônico é um desafio na atualidade, pois quase não se fala sobre as consequências e pouco tem sido feito para resolver o problema. Se não dermos atenção a isso agora, em um futuro próximo teremos um dano ambiental enorme”, enfatiza o diretor executivo da HVM Incorporadora, Rodolfo Luiz Holsback.

Em Campo Grande, a Recic.Le, entidade sem fins lucrativos que trabalha com
a coleta e reciclagem de lixo eletrônico, já recolheu 250 toneladas do
material em apenas um ano e três meses de atuação. Edilson Paulon, diretor
da entidade, lembra que esse montante representa o que foi coletado na cidade de Londrina, no Paraná, em cinco anos. "Isso mostra que a população de Campo Grande está consciente sobre os riscos do lixo eletrônico e disposta a colaborar", afirma.

O Brasil criou, em 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/10). Segundo a lei, os fabricantes, distribuidores, comerciantes,
consumidores e os titulares dos serviços públicos de limpeza devem tomar
medidas para minimizar o volume de resíduos gerados e instituir uma cadeia
de recolhimento e destinação ambientalmente adequada pós-consumo.

O espaço de coleta da HVM Incorporadora funcionará durante todo o período
da obra do Edifício Três Meia Zero na Rua da Paz, prevista para ser concluída em 2022. Lâmpadas, pilhas e toners não são permitidos na coleta, pois têm uma legislação específica para descarte.

 

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