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26 de junho de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Poder Judiciário

Funcionário que tentou envenenar patrões vai a julgamento

Veneno foi colocado no suco de laranja que as vítimas tomaram

11 Jun2019Da redação14h30

Juliano André Lins dos Anjos será julgado nesta quarta-feira, 12, em Campo Grande vai a Juri por tentativa de homicídio contra os patrões.  Segundo a acusação, ele tentou matar o dono do frigorífico onde trabalhava e o pai dele por envenamento. O crime aconteceu em um frigorífico no bairro Nova Campo Grande, no horário de trabalho das vítimas. O julgamento terá início às 8 horas, no Fórum Heitor Medeiros.

No dia 16 de dezembro de 2009,  as vítimas ingeriram suco de laranja no estabelecimento, que foi servido pela funcionária deles. Logo após, começaram a sentir náuseas, vômitos, sudoreses e tonturas, motivo pelo qual buscaram atendimento médico, onde foram medicados com suspeita de envenenamento.

De acordo com o depoimento de uma das vítima, a copeira levava o suco de laranja para ele e seu pai frequentemente. Revela que no dia do ocorrido percebeu que a bebida apresentava um odor muito forte aparentando cheiro de tinner e que tomou apenas meio copo do líquido. Sustenta que em aproximadamente cinco minutos teve uma indisposição, ficou tonto e teve uma quebra brusca da pressão arterial e foi levado ao hospital junto com o seu pai, que sentiu os mesmos sintomas. Afirma que receberam atendimento médico, onde foi injetado um soro e antídoto contra  veneno.

Após o fato, a copeira foi intimada para prestar depoimento e esclareceu que, no dia dos fatos, o réu disse que queria falar com ela, indagando-a se ela comia da fruta e do suco de seu patrão, ela respondeu que sim, momento em que o acusado a orientou para não comer e não tomar do suco.

Conta que quando começou a preparar a bebida, o acusado chegou a porta da copa e perguntou se tinha álcool, ela disse que sim, e que ficava no banheiro, e o réu pediu para ela pegar. Alega que, antes mesmo dela sair do banheiro, o réu já estava no corredor atrás dela,  momento em que entregou o álcool e retornou até a copa para terminar a bebida.

Sustenta ainda que, quando terminou o suco, levou até as vítimas e, ao retornar para a copa, percebeu que a bebida estava estranha, com um cheiro muito forte assemelhado a tinner. Então voltou para a sala das vítimas e pediu para que elas não bebessem tal suco, pois estava com cheiro esquisito, porém eles já haviam tomado.

Revela que recolheu a bebida, e logo em seguida eles começaram a sentir mal estar, dizendo que estavam com a cabeça tonta, momento em que foram socorridos e levados até o hospital.

O juiz titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluizio Pereira dos Santos,pronunciou o réu  por tentativa de homicídio, com emprego de veneno em relação às duas vítimas.

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