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22 de fevereiro de 2020 • Ano 9
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Campo Grande

'Flanelinhas' na mira do desemprego

Trabalhadores informais temem consequencias de projeto de lei que proíbe a atividade na Capital

11 Fev2020Evelyn Thamaris, especial para o Diário Digital14h37
(Foto: Marco Miatelo)
  • Marcos Antônio Soares de 43 anos, 'flanelinha' na região central
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • Trabalham todos os dias faça chuva ou faça sol (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
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  • Marcos Antônio Soares de 43 anos, flanelinha a 9 anos na região central (Foto: Marco Miatelo)
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  • Junior Pereira e Camila, motociclistas que utilizam o serviço dos ‘flanelinhas’ (Foto: Marco Miatelo)
  • Registro emitido pelo ministério do trabalho (Foto: Marco Miatelo)
  • Roosevelt Nunes de Andrade de 42 anos, flanelinha a 11 anos (Foto: Marco Miatelo)
  • De moeda em moeda tiram seu sustento (Foto: Marco Miatelo)
  • Roosevelt e sua fiel companheira a cadelinha Lilica (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
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  • Pulo Sérgio da Silva de 28 anos, flanelinha desde criança  (Foto: Marco Miatelo)
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  • Muitos veem com bons olhos o trabalho dos ‘flanelinhas’ (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)

A atuação dos guardadores de veículos, também chamados de ‘flanelinhas’, poderá ser proibida em Campo Grande. Isso se for aprovado o projeto de apresentado pelo vereador André Salineiro (PSDB) que tramita na Câmara Municipal. A atividade garante o sustento de pessoas que estão fora do mercado de trabalho. Por isso, o Diário Digital foi às ruas dar voz a estes trabalhadores informais.

Um deles é Marcos Antônio Soares de 43 anos. Pai de três filhos, ele tem a atividade como ganha pão há 9 anos. Após ficar desempregado e não conseguir recolocação, Marcos passou a ‘tomar conta’ de motos no Centro da cidade. “Entro às 7 horas e saio às 19 horas, estou aqui de segunda a sábado, com chuva ou com sol, este é meu trabalho”, comenta o flanelinha que está preocupado com a possibilidade de ter o seu sustento vetado.

A atividade não regulamentada não é cobrada, o auxílio financeiro fica a critério de quem queira ou não contribuir, os valores pagos variam entre R$ 1,00 e 2,00, quem determina é o ‘cliente’. “Eu não exijo nada de ninguém, isso é com cada um, muitos dão R$ 5,00, já cheguei a ganhar até R$ 50,00”, conta o ‘flanelinha’ Marcos Antônio.

Uma motociclista que não quis se identificar relata que acha um trabalho digno. “Eles ajudam, se não ficamos rodando atrás de vagas, que para motos são reduzidas. Se não temos que acabar parando nesses estacionamentos particulares que cobram preços exorbitantes por 15 minutos.”

Entre os motociclistas da área central as opiniões divergem, muitos enxergam os trabalhadores com bons olhos e pessoas que prestam um bom serviço à população. “Muitos realmente, cuidam e deixam a gente até mais tranquilo em deixar a moto na rua”, completa Junior Pereira, motociclista que utiliza o serviço dos ‘flanelinhas’.

Contudo situações constrangedoras também acontecem, não é sempre que as pessoas contribuem com dinheiro, onde desentendimentos acabam acontecendo. “Já passei vergonha por não ter como pagar e eles ficarem bravos e brigarem, deixando a gente numa situação desconfortável”, revela Camila Alfonso, que acaba utilizando o serviço na hora de estacionar nas ruas do centro.

Flanelinha há 11 anos no mesmo ponto, no centro da capital, Roosevelt Nunes de Andrade de 42 anos é morador de rua e tem o trabalho como sustento dele e de sua fiel companheira a cadelinha Lilica que o acompanha todos os dias e ajuda no trabalho. Ele que já cumpriu pena por tráfico de drogas, não conseguiu oportunidade no mercado de trabalho e fez da atividade de sua profissão.

Roosevelt relata ter uma carteirinha emitida pelo Ministério do Trabalho, no qual lhe permite trabalhar de forma autorizada, ele relata utilizar como identificação para que as pessoas se sintam mais seguras com seu trabalho. “Conquistei meu espaço aqui com honestidade, tenho clientes fiéis que me pagam por mês e contam com o meu trabalho para terem a salvo um bem que trabalharam para ter, e que poderia ser roubado se não estivesse sobre meu olhar sempre alerta”, conclui Roosevelt.

Paulo Sérgio da Silva, de 28 anos, é casado e tem uma filha. Ele relata exercer está atividade desde pequeno. Quando questionado sobre o que faria caso a atividade fosse proibida por lei, ele se cala, abaixa a cabeça e responde com tom triste não saber o que fará pois é o que ele sabe fazer e é dali que ele mantém a família.

O Projeto – O projeto tramita na Câmara Municipal há cerca de duas semanas. Conforme André Salineiro, o objetivo é evitar ameaças e brigas. Ele afirma que há casos de ‘flanelinhas’ que tentaram coagir as pessoas.

De acordo com a proposta, o não cumprimento da lei implicará em multa de R$ 300,00 aplicada em dobro em caso de reincidência.

Não há, por enquanto, previsão para votação do projeto de lei.

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