Menu
13 de novembro de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Fiscalização

Fiscalização flagra trabalhadores rurais mantidos em condições degradantes

Eles foram localizadas em fazendas nas cidades de Bela Vista e Caracol onde trabalhavam há 10 anos

16 Out2019Da redação19h40

Ação do Ministério Público do Trabalho (MPT) resgata trabalhadores brasileiros e paraguaios de fazendas em Caracol e Bela Vista, onde viviam em condições degradantes, semelhantes  à escravidão. Sem água potável para beber, cama e sem saneamento básico, os peões viviam nas fazendas por até uma década.

A fiscalização foi feita pelo MPT, pela Superintendência Regional do Trabalho e ainda recebeu apoio da PMA (Polícia Militar Ambiental). No local, os fiscais encontraram uma série de irregularidades e condições degradantes. Os trabalhadores não tinham cama e tinham que fazer necessidades fisiológicas no mato. Sobre a água utilizada para o consumo, para cozinhar e também para tomar banho, a única fonte utilizada era um córrego localizado próximo ao alojamento.

Os problemas encontrados na fiscalização são muitos e a lista chega a 18 irregularidades em relatório feito pelo MPT. Os funcionários não tinham onde armazenar os alimentos e também não tinham energia elétrica.

Já na fazenda localizada em Bela Vista, sete trabalhadores foram resgatados, sendo que dois eram paraguaios. Assim como em Caracol, não havia banheiro, os funcionários moravam em barracos improvisados e não havia higiene para a preparação dos alimentos.

No caso da fazenda de Bela Vista, o proprietário já pagou os direitos trabalhistas e verbas rescisórias. Já o proprietário da fazenda de Caracol está em negociação com o MPT para o pagamento dos direitos dos funcionários. De acordo com ata de audiência, foi feito contato via telefone com o proprietário, que se recusou a quitar as verbas relativas a todo o período trabalhado, assim como os valores devidos por dano moral individual.

Diante do impasse, o MPT propôs o pagamento dos últimos cinco anos trabalhados, ficando as outras questões para discussão em sede judicial. Entretanto, ele teria preferido recorrer à justiça.

Veja Também

Rua 14 de julho abre possibilidades para novos negócios depois de reforma
Bancos enviam dados de clientes para cadastro positivo
Pescador é preso e autuado em R$ 1 mil por prática de pesca predatória
Governo de MS mantém tradição e apoia festival gaúcho
Pais ganham na Justiça direito de registrar nome do filho natimorto
Motorista morre ao bater de frente com carreta em Tacuru
Casa Peniel pede doações para Bazar Solidário
Confira escala médica nas UPAs e CRSs nesta quarta-feira
Mais de 95% das crianças brasileiras frequentam escola, diz pesquisa
Prefeitura entrega em janeiro o VIII Emei no Bairro Zé Pereira