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Geral

Festa junina proporciona interação e harmonia em presídios do MS

Quatro estabelecimentos penais da capital receberam as festas

4 Jul2017Da redação21h00

A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e a Secretaria de Estado de Educação (SED) realizaram neste mês de junho, varias festas juninas em unidades prisionais de Mato Grosso do Sul, as comemorações fazem parte do calendário escolar dos internos.

As festas são organizadas pelas direções dos presídios em conjunto com a Escola Estadual Polo Professora Regina Anffe Nunes Betine, que é responsável pelo ensino prisional no Estado. O objetivo é contribuir com a reintegração social, além de proporcionar a confraternização entre os reeducandos, professores e servidores, garantindo momentos de descontração e mais harmonia ao ambiente prisional.

De acordo com o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, o principal foco é transmitir a valorização aos detentos, para que se sintam inseridos na vida que acontece fora dos muros da unidade penal, sendo a educação uma das principais ferramentas para isso.

Os estabelecimentos prisionais foram enfeitados com bandeirolas e com músicas típicas, durante as festas foram apresentadas poesias e danças tradicionais, como a quadrilha, a apresentação country e o casamento caipira. Além disso, barracas educativas com jogos de conhecimento e entrega de brindes como recompensas também foram organizadas e comidas típicas foram servidas, como bolo de milho, canjica, “chatão” (chá de gengibre, dando referência ao famoso quentão), cachorro-quente, pipoca entre outros.

Segundo a diretora da Escola Polo “Regina Betine”, Cacilda Inácio da Silva, as festas juninas acontecem em todos os estabelecimentos penais que possuem extensão escolar. “A ideia central é trazer para dentro dos presídios, os tradicionais festejos presentes no calendário cultural de todo o Brasil, isso os motivam e auxiliam na ressocialização”, enfatiza a diretora.

Em Campo Grande, as festividades aconteceram em quatro estabelecimentos penais, entre eles o Centro de Triagem (CT), o Instituto Penal de Campo Grande (IPCG), o presídio feminino “Irmã Irma Zorzi” (EPFIIZ) e o Estabelecimento Penal “Jair Ferreira de Carvalho” (EPJFC).

A Penitenciária Estadual de Dourados, presídio com um dos maiores números de reeducandos em sala de aula, também garantiu a realização da tradicional festa junina, com direito a muita comida típica e decoração, tudo preparado pelos próprios custodiados, após pesquisas sobre os costumes caipiras.

A coordenadora pedagógica da escola, Carolina Castro, destaca que o projeto das festas juninas começa no início do ano letivo, onde cada professor desenvolve uma área de conhecimento. “O de história trata da cultura dessas festividades, o de artes cuida dos enfeites, o de educação física ensaia as danças; então existe toda uma metodologia de ensino por trás da organização dessa festa dentro dos presídios”, afirma à coordenadora.

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