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27 de abril de 2018 • Ano 7
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Ato público

Fazendeiros protestam e entregam carta ao governo

Produtores rurais reclamam do aumento de impostos em MS e desvio do Fundersul

29 Set2016Valdelice Bonifácio17h00
Aguinaldo Ribeiro, produtor rural em MS e industrial no PR durante a manifestação; para ele governo é omisso na questão indígena (Foto: Roberto Okamura)
  • Fazendeiros se manifestaram em frente à governadoria e, na sequencia, protocolaram carta com reivindicações
  • Aguinaldo Ribeiro, produtor rural em MS e industrial no PR durante a manifestação; para ele governo é omisso na questão indígena (Foto: Roberto Okamura)
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Produtores rurais de Mato Grosso do Sul protestam em frente à governadoria no Parque dos Poderes, em Campo Grande, na tarde desta quinta-feira, 29 de setembro.  O ato chamado “Traição não” reuniu aproximadamente 300 pessoas e, segundo os organizadores, é apartidário e independente. Os manifestantes criticam medidas adotadas pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Eles protocolaram uma carta, na governadoria, na qual apresentam suas reivindicações.

Usando um carro de som, fazendeiros discursaram na frente da governadoria. Os manifestantes reclamam de aumento de impostos, de desvio de finalidade do  Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundersul) e da suposta omissão do governo estadual em relação à invasão de terras por indígenas. "Esse governo não sabe para que lado vai, tem que ter uma posição", cobrou a produtora Mônica Corrêa.

Os organizadores se queixam do aumento aplicado no Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD)– aumento de 2% para 3% nos casos de doações e de 4% para 6% nas situações de casos de transmissão por causa mortis. Sobre o Fundersul, os manifestantes rejeitam a proposta do governo de mudar a aplicação do dinheiro do fundo. O governo pretende usar parte do recurso para recapear vias urbanas, quando o fundo foi criado para recuperar as estradas rurais. 

Os produtores pedem ainda o retorno do programa Novilho Precoce, segurança no campo. O governo teria alegado fraudes e, por isso, suspendeu os incentivos. A carta entregue protocolada na governadoria pede ainda  que o governo se posicione formalmente contra a acusação da existência de genocídio indígena em território sul-mato-grossense.

"Solicitamos uma forte tomada de posição neste assunto e o repúdio formal a estas teses. É preciso lançar mão, junto ao Ministério das Relações Exteriores, de estratégias para mitigar o dano de imagem do agronegócio de MS", propõe o texto.

Governo - A assessoria de imprensa informou que o governador Reinaldo Azambuja estava em agenda externa visitando obras públicas nesta tarde. Foi mencionado ainda que o governo estadual mantém diálogo com os produtores através das entidades de classe como Famasul e sindicatos rurais, por exemplo. 

Notícia postada no site do governo informa que os secretários de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov), Eduardo Riedel, de Desenvolvimento e Meio Ambiente (Semade), Jaime Werruck, e de Obras e Infraestrutura (Seinfra), Marcelo Miglioli, se reuniram na manhã desta quinta-feira com lideranças representativas do setor agropecuário do Estado para falar sobre as ações do Executivo Estadual que envolvem o setor.

O encontro foi realizado na Federação de Agricultura e Pecuária de MS (Famasul) e reuniu 41 presidentes de sindicatos rurais e lideranças do setor agropecuário. Na ocasião, os secretários teriam respondido a questionamento dos produtores rurais.

Sobre o Fundersul, Riedel lembrou que duas são as fontes de receita do fundo: produção rural e combustível. O secretário destacou que desde 2013 consta na legislação que regulamenta a aplicação de recursos na construção, manutenção e melhoramento asfáltico de vias urbanas. “Só foi mudada a redação da lei, sem alterar em nada o destino do recurso. Não há desvio de mérito nos recursos do Fundersul”, afirmou.

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