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18 de junho de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Aniversário

Mostra tecnológica festeja 118 anos de Campo Grande

Aplicativo permite ver realidade atual diante de fotografias antigas ou desenhos

17 Ago2017Valdelice Bonifácio17h00
Desenhei o monumento porque gosto do Parque das Nações, diz a estudante (Foto: Marco Miatelo)
  • Stefany Fernandes vê seu desenho feito com lápis de cor se transformar realidade atual na tela do celular
  • Desenhei o monumento porque gosto do Parque das Nações, diz a estudante (Foto: Marco Miatelo)
  • Professor Edgimar Cançanção coordenou a montagem da exposição de fotos e desenhos (Foto: Marco Miatelo)
  • Diante da fotografia antiga, tela do celular mostra a igreja como está atualmente (Foto: Marco Miatelo)
  • Praça das Araras, no Bairro Amambai, no desenho e na realidade atual do aplicativo (Foto: Marco Miatelo)
  • Secretária de Educação do Município Ilza Mateus (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
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  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)

A aluna Stefany Fernandes não esconde o encantamento ao ver o desenho de sua autoria feito com o lápis de cor se transformar em realidade atual na tela do telefone celular. Ela desenhou o monumento do Cavaleiro Guarani, do Parque das Nações Indígenas, dentro de atividade proposta em sala de aula para os 118 anos de Campo Grande. O trabalho foi escolhido para integrar a mostra de charges e fotografias da Secretaria Municipal de Educação (Semed) que faz uso de tecnologia para mostrar o ontem e o hoje da Capital.

“Desenhei o monumento porque gosto do Parque das Nações. Meu pai me leva lá às vezes. Além disso, tem a presença do índio. Eu tenho aprendido na escola a importância deles na Capital”, relatou a aluna. “Adorei ver em realidade atual. Os dois (desenho e imagem do celular) ficaram lindos”, enaltece a estudante.

A tecnologia usada na exposição é o aplicativo Aurasma, gratuito e acessível à população. Baixado o aplicativo, basta direcioná-lo para a fotografia antiga ou para os desenhos selecionados que aparecerá na tela do computador uma imagem em movimento com a realidade atual daquele local retratado na foto ou desenho.

O professor Edgimar Cançanção que coordenou a montagem da exposição explica que as 65 imagens que fazem parte da mostra foram captadas no acervo do Arquivo Histórico Campo Grande (Arca). Nas imagens é possível ver a Campo Grande de décadas atrás e, depois, com o uso do aplicativo ver a paisagem atual. “Na hora de selecionar, procuramos por fotos de locais que ainda estão na memória das pessoas. Queríamos algo que fosse reconhecido, para depois encantar com a comparação com a atualidade”, relata.

As fotografias mostram pontos turísticos e monumentos históricos da Capital, como o Obelisco, por exemplo. A seleção dos desenhos também foi feita pela equipe da Semed. Dos 4.912 apresentados por alunos da Rede Pública Municipal (Reme), 123 foram selecionados. Ao todo, 40 escolas participaram.

O método para transformar as fotos e os desenhos em realidade atual é o mesmo. O chefe da Divisão de Tecnologia (Ditec) da Semed Guilherme Mathias Ferrari conta que para a tecnologia funcionar é preciso filmar os locais das fotos ou desenhos e colocar no aplicativo. Os vídeos têm duração máxima de 12 segundos para garantir o carregamento rápido.

O trabalho levou dois meses para ser concluído. “Nós filmamos 27 locais, utilizando os próprios celulares”, relata. Quem quiser utilizar o aplicativo não encontrará dificuldades. O Aurasma está disponível gratuitamente na Play Store e App Store. “Basta baixar o Aurasma e aí seguir o usuário que se quer. No nosso caso é o cg_118anos. Aí você passa a ter acesso ao banco de dados deste usuário", detalha.

Lançado em 2011 por uma empresa americana, o aplicativo já é comum no setor cultural. Museus utilizam a ferramenta digital para valorizar seu conteúdo audiovisual. Através dele é feito um mapeamento de qualquer imagem, vídeo ou objeto criando o reconhecimento. Assim, o aplicativo mistura o real com o virtual e gera um conteúdo interativo que surpreende o público.

Satisfeita com a ideia da exposição, a secretária de Educação Ilza Mateus mencionou a importância de comparar passado e presente. “As pessoas poderão ver o passado e como vivíamos em liberdade. Se você observar as fotos, verá que a maioria das casas não tinha muros ou tinhas muros bem baixos”, comenta.

Serviço - A exposição poderá ser conferida no Centro de Formação para a Educação (Cefor) até o dia 28, das 7h30 às 11horas e das 13 às 17h30. A Semed fica na Rua Onicieto Severo Monteiro, 460, Vila Margarida, em Campo Grande.

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