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Da redação | Sexta, 7 de Outubro de 2016 - 14h58Especialista em fraudes alerta sobre golpe do noivoCrime já fez cerca de 100 vítimas no país só este ano

(Foto: Divulgação)

Dados da Organização das Nações Unidas dão conta de que apenas este ano cerca de 100 brasileiras sofreram o golpe do noivo em redes sociais e sites de relacionamento. O número, porém, pode ser bem maior, já que nem todas as vítimas reportam o incidente a autoridades.

O impacto dessa fraude somado ao fato de que os golpistas têm usado o nome da organização para extorquir ou conseguir informações pessoais de seu alvo – eles costumam se apresentar como médicos ou voluntários da entidade em missões de paz em regiões de conflito –, levaram a ONU a emitir um alerta nacional, que reforça a necessidade de maior atenção do público às atividades e relações construídas ou mantidas na internet.

Segundo Ian Cook, diretor sênior da empresa Kroll, especializada em gestão de riscos corporativos e investigações, a atual prática se assemelha à classe dos golpes de pagamento antecipado, na qual os criminosos, após envolver a vítima com seu discurso, solicitam a transferência de recursos para viabilizar um benefício que pode ser financeiro, como o percentual sobre uma herança, ou imaterial – a possibilidade de encontro interpessoal ou até um casamento.    

“Os múltiplos canais de comunicação atuais só facilitaram e potencializaram esse tipo de crime, que antes era cometido por meio de cartas e, consequentemente, atingiam um público menor, além de dispor de instrumentos de sustentação muito menos sofisticados”, afirma. “Hoje, esse golpe nasce na web, mas pode se prolongar por meses, ganhar outras interfaces e até personagens adicionais, que entram na trama para dar maior fidedignidade à narrativa”, completa

Cook recomenda maior desconfiança do público como primeira medida de cautela e sugere pesquisas em ferramentas de busca confrontando o nome do interlocutor com sua ocupação informada, por exemplo, além de contatar a empresa ou grupo a quem ele se diz vinculado. Tendo ou não sucesso na investigação, a ordem é não transferir recursos nem dividir dados pessoais sob qualquer hipótese.

O especialista também alerta que, normalmente, o criminoso solicita a transferência de valores via empresas de repasse internacional e não por depósito em instituições bancárias tradicionais. Outro padrão recorrente é o uso de tradutores e corretores automáticos, que deixam escapar erros e mensagens sem sentido. 

Às vítimas, a orientação é suspender imediatamente qualquer comunicação com o criminoso e procurar as autoridades locais levando todo o histórico da conversa e documentos impressos, se houver.

“O alerta atual foi feito às mulheres, mas todos estão vulneráveis a fraudes na web em algum grau. É importante manter sempre uma postura crítica e cautelosa no uso e nos relacionamentos por redes sociais e sites de relacionamento”, reforça Cook.

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