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20 de junho de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Educação

Escolas de MS poderão ter Educação Financeira no currículo escolar

Objetivo é a formação e orientação para o desenvolvimento de competências financeiros do cidadão

13 Mar2019Da redação18h18

As escolas estaduais de Mato Grosso do Sul podem ser contempladas com o tema de Educação Financeira no currículo escolar. É o que prevê Projeto de Lei apresentado pelo deputado estadual Marçal Filho (PSDB). Na sessão desta quarta-feira (13), ele usou a tribuna da Assembleia Legislativa para justificar e defender a aprovação da proposta que já é realidade em escolas particulares.

De acordo com o projeto, as escolas estaduais deverão contemplar os princípios de planejamento, gerenciamento, avaliação e controle da economia pessoal e familiar, oportunizando a obtenção de informação, formação e orientação para o desenvolvimento de competências financeiros do cidadão.

A implementação do tema oportunizaria aos estudantes, segundo o deputado, o aprendizado dos principais conteúdos programáticos relativos ao assunto, buscando orientá-los sobre o planejamento das finanças pessoais e familiares de modo sustentável, equilibrado e econômico, evitando o desperdício e valorizando o consumo com base em critérios financeiros racionais.

Com as expressivas mudanças ocorridas no mercado brasileiro ao longo dos últimos anos, e o consequente desenvolvimento de novos instrumentos financeiros, acentuou-se a necessidade dos indivíduos e suas famílias compreenderem, cada vez mais, os conceitos financeiros, para embasar as suas decisões de investimento e de financiamento e ampliar o seu bem-estar econômico e social.

"Em 2017 mais de 62 milhões de consumidores brasileiros apresentaram alguma conta em atraso. São dados assustadores, pois esse número representa 41% da população adulta do País. Portanto, é urgente a necessidade de se oferecer uma educação financeira nas escolas”, defendeu o parlamentar.

Pela proposta, a inclusão do tema sobre finanças nos componentes curriculares das escolas da rede estadual, ocorreria na etapa do Ensino Médio e em caráter complementar, podendo ser desenvolvido por meio de palestras, atividades interdisciplinares, leitura e interpretação de textos com informações sobre a temática. Todo o conteúdo programático seria elaborado pela Secretaria de Estado de Educação.

É no Ensino Médio, conforme Marçal Filho, que o estudante passa a ter maior relação com o dinheiro, pois muitos ingressam no mercado de trabalho, em estágios, e passam a ter a remuneração pecuniária, o que demonstra a pertinência do tema ser abordado nesta etapa da educação básica.

Com as devidas orientações, os estudantes poderão ser familiarizados com as noções básicas da educação financeira aplicadas ao planejamento, à execução, à avaliação e ao controle do orçamento pessoal e familiar. “O que a proposta almeja é a condução do jovem cidadão a um entendimento objetivo e prático da importância do hábito da poupança, das formas básicas de investimento, sobre o endividamento pessoal e familiar e sobre o planejamento, visando à construção de um futuro próspero financeiramente, com maior qualidade de vida”, propõe Marçal Filho.

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