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23 de junho de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Estacionamento rotativo

Entidades divergem sobre utilidade de parquímetro

ACICG teme redução nas vendas enquanto que CDL vê achaque em cobrança

13 Mar2018Da redação14h15

O fim da cobrança do estacionamento rotativo aos sábados no Centro de Campo Grande prejudica ou não o comércio da região? A Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) e a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) têm opiniões diferentes sobre o assunto.

Para a ACICG, sem a cobrança aos sábados, dia de grande movimento comercial, as lojas do Centro de Campo Grande venderão menos. Porém, a CDL apoia o fechamento dos parquímetros e vê achaque na cobrança do estacionamento rotativo.

Desde o sábado passado, dia 10 de março, a cobrança do estacionamento rotativo está proibida por determinação do Ministério Público Estadual (MPE) e do Procon-MS, por razões contratuais.

Roberto Oshiro, primeiro-secretário da ACICG, acredita que o fechamento dos parquímetros aos sábados será prejudicial a lojistas e consumidores. “Sem o estacionamento rotativo pago não haverá vagas para os clientes estacionarem. Veja bem, como o estacionamento é público, você não pode impedir que funcionários do comércio ocupem as vagas o dia todo”, afirma o Roberto Oshiro.

Ele cita que o movimento diminuirá porque o consumidor que quiser fazer compras no Centro aos sábados terá que recorrer aos estacionamentos particulares que são mais caros, o que deve afastar a clientela. Oshiro lembra, inclusive, que em 2013 um movimento de comerciantes exigiu a instalação de parquímetros na Rua Maracaju, para garantir que os clientes tivessem onde estacionar.

Já a CDL não concorda. A entidade apoia plenamente o fechamento dos parquímetros aos sábados. “O grande objetivo do parquímetro era o rodízio de vagas. Infelizmente este objetivo não tem sido atingido, em dia nenhum da semana e no sábado é ainda pior. Hoje, o sistema não cumpre nenhuma das suas finalidades, apenas achaca os usuários”, analisa o presidente da entidade, Adelaido Vila.

No sábado passado, funcionários da FlexPark, empresa responsável pelos parquímetros, fizeram um protesto pacífico no Centro da Capital, cobrando o retorno da cobrança aos sábados. Segundo informações, eles temem perder o emprego diante da queda de receita da empresa.

Contrato - Nota pública divulgada pelo MPE nesta semana, aponta que de acordo com o contrato de concessão n. 26/2002, o horário de funcionamento do estacionamento rotativo pago é das 8h às 18h, de segunda à sexta-feira.

Conforme o órgão, a cobrança de tarifa aos sábados, ainda que contida em instrumento particular firmado em 2006, não poderia ocorrer sem que houvesse, em contrapartida, o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão, com a redução do valor da tarifa.

O caso segue em análise conjunta do MPE e Procon-MS.

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