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Poder Judiciário

Em julgamento de júri, policial é reconhecido por sua bravura

Julgamento terminou na condenação do réu em 19 anos de reclusão

25 Ago2017Da redação18h57

Em sessão de julgamento da 2ª Vara dos Crimes Dolosos contra a Vida e do Tribunal do Júri de Campo Grande realizada na quarta-feira (23), o policial militar Wender Rogério de Freitas Antunes foi elogiado oficialmente pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos. Para o magistrado, o julgamento terminou na condenação do réu em 19 anos de reclusão graças, em grande parte, à bravura do agente.

Na primeira hora do dia 17 de dezembro de 2015, enquanto um casal de idosos adentrava de carro em sua casa na Rua Bom Pastor, o acusado invadiu o quintal pelo portão e, armado, anunciou o assalto, mandando a vítima entregar a chave do veículo e, assim, assumindo a direção. Todavia, por não saber dirigir automóvel com câmbio automático, o assaltante não conseguiu acionar a marcha ré, momento em que o proprietário reagiu ao assalto. O condenado, então, disparou contra o senhor de idade que, não tendo sido atingido, correu para o interior de sua residência.

O réu, então, saiu a pé do local e com a arma na mão. Nesse mesmo instante, o policial militar Wender Rogério de Freitas Antunes passava de carro pela rua com sua esposa e filho pequeno. Ainda que estivesse de folga, o policial, por estranhar a situação, desceu de seu automóvel, identificou-se e determinou que o suspeito ficasse onde estava. Desobedecendo-o, o acusado disparou quatro vezes em sua direção, errando todos os tiros, e correu em fuga. Mesmo diante do perigo, Wender iniciou uma perseguição, de maneira que conseguiu capturar o assaltante cerca de 100 metros a frente.

Processado e julgado pelos crimes de tentativa de latrocínio contra pessoa com mais de 60 anos de idade e de tentativa de homicídio qualificado pelo fato de ter agido contra agente de segurança pública para assegurar a impunidade no crime antecedente, o réu foi condenado a 19 anos de reclusão.

A ação do policial Wender Rogério de Freitas Antunes foi considerada de grande valia para esse resultado. Em virtude dela, o réu, que já havia sido condenado em outros dois delitos de roubo, foi preso logo após sua conduta criminosa e assim permanece.

Em ofício dirigido ao Comando-Geral da Polícia Militar, o magistrado Aluízio Pereira dos Santos ressaltou a conduta do agente. “Assim, ficou evidenciado que o desejo de servir à sociedade está muito acima de seus interesses pessoais, inclusive colocando em risco a sua própria vida ao enfrentar sozinho o assaltante armado, revelando firme propósito assumido quando ingressou nas funções de policial militar, razão pela qual é digno deste elogio”.

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