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22 de agosto de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Economia

Em Dourados cesta básica teve queda no mês de julho

Dos 13 produtos que compõem a Cesta Básica, somente 4 apresentaram um aumento de preços no mês de julho

12 Ago2019Da redação10h55

O valor da Cesta Básica do mês de julho/2019 comparado com o mês de junho/2019 apresentou uma queda dos seus preços que foi de 7,81%, é o que constata a pesquisa realizada pelos acadêmicos do curso de Ciências Econômicas da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia (FACE) da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), que foi realizada na última semana do mês de julho e primeira semana de agosto.

Os produtos que compõem a Cesta Básica conforme o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) de acordo com a Lei Nº 399 que estabelece o salário mínimo são: (Açúcar, arroz, banana, batata, café, carne, farinha de trigo, feijão, leite, margarina, óleo de soja, pão-francês e tomate). Os preços da cesta básica de junho/2019 com estes produtos ficaram em R$ 405,92 o que significa 40,67% do salário mínimo que foi de R$ 998,00. E no mês de julho/2019, o trabalhador douradense, teve que destinar uma quantia inferior a isso para a compra dos produtos componentes da cesta básica que foi de 374,20 reais, isso equivale a 37,49% do salário mínimo vigente para o país que é de 998,00 reais.

Em nível nacional, no mês de julho, Porto Alegre registrou o maior preço da cesta básica entre as capitais estaduais do país, foi de R$ 493,22 substituindo São Paulo que, pelo sexto mês seguido, ocupou o lugar da Cesta mais cara do país, e no mês de julho, São Paulo ocupou a segunda capital mais cara com R$ 493,16. E a terceira capital onde a cesta esteve mais elevada foi em Florianópolis (Santa Catarina) com 483,20 reais.

Os menores preços no mês de julho foram verificados em Recife (Pernambuco), cujo preço da Cesta foi de R$ 381,10; quem registrou o segundo menor preço da Cesta Básica no país foi a capital baiana, Salvador, com 372,25 reais e, com o menor preço da Cesta Básica no mesmo mês foi registrada na capital sergipana, Aracaju, com R$ 359,95 pelo segundo mês seguido. Observamos que os menores preços foram praticados nas capitais da Região Nordeste do país. No mês de julho/2019, os preços da cesta básica diminuíram em todas as capitais estaduais onde são realizadas a pesquisa, que totalizam 17 capitais no país conforme verificamos no registro do DIEESE.

Se comparado com a capital do Estado de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, o preço da Cesta no mês de julho foi de R$ 420,07; portanto, maior que a de Dourados. Desta vez, os preços da Cesta Básica douradense, superou os preços verificados em duas capitis estaduais do país; estas foram Salvador e Aracaju.

A partir da Constituição Federal de 1988, o trabalhador brasileiro deve trabalhar 220 horas mensais, com isso, no mês de junho/2019, um trabalhador douradense para pagar a cesta básica tinha de trabalhar 89 horas e 29 minutos. Já no mês de julho/2019, este mesmo trabalhador precisou de um tempo inferior para comprar alimentos que foi de 82 horas e 29 minutos, exatamente 7 horas no mês, o que representa um ganho do poder de compra do salário do trabalhador douradense. Esse ganho ocorreu devido à queda dos preços da Cesta Básica em Dourados no mês de julho/2019.

Dos 13 produtos que compõem a Cesta Básica, somente 4 apresentaram um aumento de preços no mês de julho em Dourados. E estes aumentos foram inexpressivos no mês de referência, assim, o produto que teve a maior elevação do mês de julho/2019 foi o café com 1,53%; o arroz com 1,36%; açúcar com 1,01% de aumento. E com uma pequena elevação de preços a carne com 0,05%.

E dos 13 produtos que compõem a Cesta Básica, 8 diminuíram de preços no mês de julho, estes foram: a batata com uma queda acentuada de 39,22%, o tomate com uma queda de 23,83%; a banana 9,32% de diminuição de preços. Outros produtos que também apresentaram queda de preços foram o feijão com 13,18% e pelo quarto mês consecutivo após uma forte elevação nos primeiros três meses; a manteiga com 7,84% de queda; leite 6,01%; a farinha de trigo 1,71% e com uma leve queda de preços o óleo de soja com 0,61%. Já o pão-francês, fechou o mês de julho sem nenhuma variação de preços se compararmos com o mês de junho, da mesma forma, ocorreu no mês anterior, junho comparado a maio.

Destacamos que no mês de julho, a maioria dos preços da Cesta Básica diminuíram e os que aumentaram foram somente 4 produtos e todos estes com um pequeno aumento. A questão do pão-francês nos chama a atenção, apesar das oscilações da moeda nacional perante o dólar permanece estável, já que a farinha de trigo, matéria prima principal para sua elaboração é importada.

A diferença de preços entre um Supermercado e outro não foi expressivo no mês de julho, isso é pelo menos a nossa conclusão. Mas, apresentamos a diferença de preços entre o supermercado que praticou o preço mais elevado que chegou a R$ 397,43 e o menor com 344,47 reais com os mesmos produtos; isto representa uma diferença de R$ 52,96, ou seja, 15,37% menor. Nos outros meses essas diferenças oscilavam entre R$ 70,00 a 100,00. Outra sugestão que fazemos é a de verificar os levantamentos realizados pelo PROCON do nosso município, porque o método adotado por esta instituição é a de comparar os preços praticados por cada estabelecimento e dar a publicidade esta pesquisa identificando cada Supermercado com os respectivos produtos. Esta informação consta no site do município sendo mensalmente atualizada.

Conforme o DIEESE, e levando em consideração a determinação da Constituição Nacional que estabelece o valor do salário mínimo deve ser suficiente para cobrir as despesas do trabalhador brasileiro e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Dessa maneira, em junho de 2019, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 4.214,62, isso significa 4,22 vezes mais do que o mínimo vigente que foi de R$ 998,00. E no mês de julho/2019, o salário mínimo necessário estava em 4.143,55 isto representa 4,15 vezes do salário praticado em julho. Assim, no mês de julho/2019, o trabalhador brasileiro teve um ganho do poder de compra do seu salário se comparado com o mês de junho/2019. Da mesma forma, o trabalhador douradense, neste mesmo período, registrou também um ganho devido à queda de preços da Cesta Básica registrada em nosso município.

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