Menu
15 de outubro de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Economia

Em Dourados cesta básica teve queda no mês de julho

Dos 13 produtos que compõem a Cesta Básica, somente 4 apresentaram um aumento de preços no mês de julho

12 Ago2019Da redação10h55

O valor da Cesta Básica do mês de julho/2019 comparado com o mês de junho/2019 apresentou uma queda dos seus preços que foi de 7,81%, é o que constata a pesquisa realizada pelos acadêmicos do curso de Ciências Econômicas da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia (FACE) da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), que foi realizada na última semana do mês de julho e primeira semana de agosto.

Os produtos que compõem a Cesta Básica conforme o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) de acordo com a Lei Nº 399 que estabelece o salário mínimo são: (Açúcar, arroz, banana, batata, café, carne, farinha de trigo, feijão, leite, margarina, óleo de soja, pão-francês e tomate). Os preços da cesta básica de junho/2019 com estes produtos ficaram em R$ 405,92 o que significa 40,67% do salário mínimo que foi de R$ 998,00. E no mês de julho/2019, o trabalhador douradense, teve que destinar uma quantia inferior a isso para a compra dos produtos componentes da cesta básica que foi de 374,20 reais, isso equivale a 37,49% do salário mínimo vigente para o país que é de 998,00 reais.

Em nível nacional, no mês de julho, Porto Alegre registrou o maior preço da cesta básica entre as capitais estaduais do país, foi de R$ 493,22 substituindo São Paulo que, pelo sexto mês seguido, ocupou o lugar da Cesta mais cara do país, e no mês de julho, São Paulo ocupou a segunda capital mais cara com R$ 493,16. E a terceira capital onde a cesta esteve mais elevada foi em Florianópolis (Santa Catarina) com 483,20 reais.

Os menores preços no mês de julho foram verificados em Recife (Pernambuco), cujo preço da Cesta foi de R$ 381,10; quem registrou o segundo menor preço da Cesta Básica no país foi a capital baiana, Salvador, com 372,25 reais e, com o menor preço da Cesta Básica no mesmo mês foi registrada na capital sergipana, Aracaju, com R$ 359,95 pelo segundo mês seguido. Observamos que os menores preços foram praticados nas capitais da Região Nordeste do país. No mês de julho/2019, os preços da cesta básica diminuíram em todas as capitais estaduais onde são realizadas a pesquisa, que totalizam 17 capitais no país conforme verificamos no registro do DIEESE.

Se comparado com a capital do Estado de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, o preço da Cesta no mês de julho foi de R$ 420,07; portanto, maior que a de Dourados. Desta vez, os preços da Cesta Básica douradense, superou os preços verificados em duas capitis estaduais do país; estas foram Salvador e Aracaju.

A partir da Constituição Federal de 1988, o trabalhador brasileiro deve trabalhar 220 horas mensais, com isso, no mês de junho/2019, um trabalhador douradense para pagar a cesta básica tinha de trabalhar 89 horas e 29 minutos. Já no mês de julho/2019, este mesmo trabalhador precisou de um tempo inferior para comprar alimentos que foi de 82 horas e 29 minutos, exatamente 7 horas no mês, o que representa um ganho do poder de compra do salário do trabalhador douradense. Esse ganho ocorreu devido à queda dos preços da Cesta Básica em Dourados no mês de julho/2019.

Dos 13 produtos que compõem a Cesta Básica, somente 4 apresentaram um aumento de preços no mês de julho em Dourados. E estes aumentos foram inexpressivos no mês de referência, assim, o produto que teve a maior elevação do mês de julho/2019 foi o café com 1,53%; o arroz com 1,36%; açúcar com 1,01% de aumento. E com uma pequena elevação de preços a carne com 0,05%.

E dos 13 produtos que compõem a Cesta Básica, 8 diminuíram de preços no mês de julho, estes foram: a batata com uma queda acentuada de 39,22%, o tomate com uma queda de 23,83%; a banana 9,32% de diminuição de preços. Outros produtos que também apresentaram queda de preços foram o feijão com 13,18% e pelo quarto mês consecutivo após uma forte elevação nos primeiros três meses; a manteiga com 7,84% de queda; leite 6,01%; a farinha de trigo 1,71% e com uma leve queda de preços o óleo de soja com 0,61%. Já o pão-francês, fechou o mês de julho sem nenhuma variação de preços se compararmos com o mês de junho, da mesma forma, ocorreu no mês anterior, junho comparado a maio.

Destacamos que no mês de julho, a maioria dos preços da Cesta Básica diminuíram e os que aumentaram foram somente 4 produtos e todos estes com um pequeno aumento. A questão do pão-francês nos chama a atenção, apesar das oscilações da moeda nacional perante o dólar permanece estável, já que a farinha de trigo, matéria prima principal para sua elaboração é importada.

A diferença de preços entre um Supermercado e outro não foi expressivo no mês de julho, isso é pelo menos a nossa conclusão. Mas, apresentamos a diferença de preços entre o supermercado que praticou o preço mais elevado que chegou a R$ 397,43 e o menor com 344,47 reais com os mesmos produtos; isto representa uma diferença de R$ 52,96, ou seja, 15,37% menor. Nos outros meses essas diferenças oscilavam entre R$ 70,00 a 100,00. Outra sugestão que fazemos é a de verificar os levantamentos realizados pelo PROCON do nosso município, porque o método adotado por esta instituição é a de comparar os preços praticados por cada estabelecimento e dar a publicidade esta pesquisa identificando cada Supermercado com os respectivos produtos. Esta informação consta no site do município sendo mensalmente atualizada.

Conforme o DIEESE, e levando em consideração a determinação da Constituição Nacional que estabelece o valor do salário mínimo deve ser suficiente para cobrir as despesas do trabalhador brasileiro e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Dessa maneira, em junho de 2019, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 4.214,62, isso significa 4,22 vezes mais do que o mínimo vigente que foi de R$ 998,00. E no mês de julho/2019, o salário mínimo necessário estava em 4.143,55 isto representa 4,15 vezes do salário praticado em julho. Assim, no mês de julho/2019, o trabalhador brasileiro teve um ganho do poder de compra do seu salário se comparado com o mês de junho/2019. Da mesma forma, o trabalhador douradense, neste mesmo período, registrou também um ganho devido à queda de preços da Cesta Básica registrada em nosso município.

Veja Também

Obra começa e moradores de rua deixam viaduto
Carreta da Justiça Itinerante atende sul do Estado
Pescador salva onça presa em anzol de galho no rio Miranda
Ave silvestre é abandonada e PMA orienta sobre devolução espontânea
Governo Federal modifica regras para deportação de estrangeiros
Acidente Mecânico tem lesões graves após choque elétrico Acidente aconteceu quando vítima subiu no telhado da oficina
UEMS promove ações sustentáveis na  Semana Lixo Zero
Confira escala médica nas UPAs e CRSs nesta segunda-feira
Guarda Municipal recolhe modelos de espingardas que causaram morte de homem
Parceria vai agilizar atendimento às famílias de vítimas de morte natural