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Valdelice Bonifácio e Mariel Coelho, especial para o Diário Digital | Segunda, 19 de Setembro de 2016 - 17h44Em defesa da saúde, cruzes lembram mortos do SUSManifestantes pedem que dinheiro seja repassado diretamente aos municípios

  
Conselheiros de saúde colocaram cruzes de madeira no canteiro da avenida Afonso Pena, em frente ao MPF (Foto: Roberto Okamura)
  • Conselheiros de saúde colocaram cruzes de madeira no canteiro da avenida Afonso Pena, em frente ao MPF
  • (Foto: Roberto Okamura)
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Representantes dos conselhos municipais de Saúde de Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e Corumbá entregaram documentos ao Ministério Público Federal (MPF) no qual solicitam o bloqueio das contas do governo do Estado devido a não aplicação do percentual estadual em 12% em 2013. Eles pedem que o dinheiro seja repassado diretamente aos municípios.

Além de protocolar o documento, os manifestantes colocaram cruzes de madeira no canteiro na Avenida Afonso Pena, em frente ao prédio do MPF, ato que simboliza os pacientes mortos em razão da falta de estrutura nos hospitais públicos, especialmente no interior do Estado. “O governo não deu continuidade a construção de hospitais de Dourados e Três Lagoas, por exemplo. A falta de estrutura no interior provoca o caos nos hospitais da Capital”, diz Sebastião Júnior, presidente Conselho Municipal de Saúde de Campo Grande.

Atualmente, já está aberta a Ação Civil 0007659-58.2015.4.03.6000 do MPF por improbidade administrativa sobre o desrespeito ao percentual de 12% em 2013.

Segundo o movimento, a não aplicação do percentual exigido em lei, significa que os hospitais deixaram de receber R$ 374 milhões, valor que os manifestantes querem que seja repassado aos fundos Municipais de Saúde para as conclusões  das  construção de novos leitos hospitalares em Dourados, Três Lagoas e Campo Grande, considerando a programação orçamentária da Saúde em 2014,2015 e 2016.

A presidente do Conselho Municipal de Saúde de Dourados Berenice de Oliveira afirma que o governo estadual tem se recusado a discutir a situação do município. “Eles falam que é gestão plena. Os hospitais lá estão em situação de caos, é uma verdadeira colcha de retalhos, mas o Estado não quer repassar recursos suficientes”, diz ela.

Além de investimentos nos hospitais públicos, o movimento pede ainda que seja investigado o assassinato de Vanessa Morito, de 33 anos, em Dourados. A mulher que era conselheira de saúde foi morta com um tiro na nuca em 3 de setembro. "É estranho, porque ela era uma pessoa que fazia várias denúncias", disse um conselheiro.

Outro lado - A redação do Diário Digital já entrou contato com a assessoria de comunicação da Secretaria de Estadual de Saúde (SES) e aguarda retorno. 

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