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20 de abril de 2019 • Ano 8
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Julgamento

‘Ele é frio e perigoso’, diz família sobre neto que matou avó

Weikmam Agnaldo de Mattos será julgado no próximo dia 19 por matar e ocultar o corpo da avó

30 Jan2019Valdelice Bonifácio14h30
Maria da Glória ouve o desabafo da irmã (Foto: Marco Miatelo)
  • Erotildes Mariano de Mattos: Queremos que ele fique muitos anos na cadeia
  • Maria da Glória ouve o desabafo da irmã (Foto: Marco Miatelo)
  • Weikmam durante a reprodução simulada no crime, em 23 de maio de 2016 (Foto: Luciano Muta)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
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  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)

As lágrimas que correm pelos rostos das irmãs Erotildes Mariano de Mattos e Maria da Glória Mariano de Mattos são o pranto por uma tragédia familiar duplamente dolorosa. A irmã delas, a vendedora Madelena Mariano de Mattos Silva, 59 anos, foi brutalmente assassinada por um homem que lhe roubou carro, o telefone celular e outros pertences. O que já era chocante pirou quando o autor foi descoberto. O assassino é Weikmam Agnaldo de Mattos Andrade da Silva, 22 anos, o neto que Madalena criava como filho.

O crime aconteceu dentro da casa da vítima no Jardim Itamaracá, em Campo Grande, na madrugada de 13 de maio de 2016. Segundo relato do próprio autor à polícia, a vítima foi sufocada até desmaiar. Porém, ela acordou momentos depois e o neto bateu a cabeça da vítima contra o chão até matá-la. Na sequencia, ele lavou o corpo no banheiro e o enrolou em uma capa de sofá. O cadáver foi colocado no carro da vítima e desovado em uma estrada vicinal na mesma região da residência.

O autor foi preso no dia seguinte após cair em contradições nos depoimentos preliminares à polícia. Na delegacia, ele confessou o crime. Desde então, Weikmam está preso no sistema penal de Campo Grande. O julgamento dele está marcado para o dia 19 de fevereiro, a partir das 8h, no Fórum de Campo Grande. Por isso, a família resolveu se mobilizar para clamar por Justiça.

“Queremos que ele pegue a pena de 30 anos. Madalena o criava como filho desde os 9 anos. Foi muito cruel. Não foi um crime, foi um massacre”, diz Erotildes apontando que após o assassinato brutal, o neto ainda desovou o corpo da avó completamente nu na estrada vicinal.

Frio e perigoso – Erotildes e Maria da Glória viram o sobrinho-neto crescer na casa de Madalena como uma criança completamente normal que estudava e era sempre vigiado pela avó. “Ela não faltava a uma reunião na escola do menino”, diz Maria da Glória.

Weikmam era um rapaz educado e de boa convivência. Porém, durante as investigações do assassinato, ele se revelou frio e perigoso, segundo a família. “Quando o avisamos sobre o crime, ele agiu desesperadamente. Disse até que mataria o assassino da avó dele. Até então, todos achávamos que ele estava sofrendo tanto quanto nós”, relembra Maria da Glória.

A encenação caiu logo nos primeiros questionamentos da polícia já que o rapaz caiu em várias contradições. No dia do crime, ele foi visto com o carro da vítima, situação que não conseguiu explicar. O celular de Madalena também estava com ele. Weikmam confessou ter matado a avó para roubá-la e pagar dívidas.

Após admitir o crime, ele indicou onde estava o corpo e os objetos sujos de sangue atirados à margem do Córrego Vendas. O autor também revelou a localização do veículo da avó que foi abandonado em um terreno na Rua Cayová, no Bairro São Lourenço. O rapaz era usuário de drogas, mas os familiares afirmam que nunca desconfiaram.

“É tudo tão assustador. Enquanto o corpo estava abandonado na estrada, ele rodava por aí com o carro e gastando o dinheiro dela. Depois, fez aquele teatro pra nós. É uma pessoa fria e perigosa”, relata Erotildes. “Quem mata a avó e abandona o corpo despido pode fazer coisas terríveis com outras pessoas. Queremos que ele fique preso por um longo tempo. Esse menino é um perigo para a sociedade, principalmente para os idosos”, opina a tia-avó.

Weikmam está preso no Instituto Penal de Campo Grande (IPCG), no Jardim Noreste. Ele responde pelos crimes de latrocínio e ocultação de cadáver. Para a polícia, o autor agiu sozinho. O Diário Digital procurou a defesa de Weikmam, mas não conseguiu localizar até a publicação desta matéria. Na ocasião da reprodução simulada dos fatos, em 23 de maio de 2016, a advogada que o defendia Elaine Maidana informou que suspeitava que Weikmam teve um surto psicótico no momento do crime.

 

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