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Valdelice Bonifácio | Quinta, 6 de Outubro de 2016 - 17h00‘Drink de mulherzinha’ é nome ultrapassado, avalia clienteConsumidora que considerou nome inadequado ficou surpresa com a polêmica

  
Bruna e o namorado Fábio entraram no bar pela primeira vez sem imaginar a polêmica na qual se envolveriam (Foto: Roberto Okamura)
  • Bruna e o namorado Fábio entraram no bar pela primeira vez sem imaginar a polêmica na qual se envolveriam
  • Postagem movimentou a rede social (Foto: Roberto Okamura)
  • Bruna só quis manifestar sua opinião como consumidora (Foto: Roberto Okamura)
  • (Foto: Roberto Okamura)

Quando entrou em um bar de Campo Grande na noite de domingo, 2 de outubro, a bióloga Bruna Oliveira, 26 anos, não imaginava a polêmica na qual se envolveria por ter opinado sobre o nome de uma das bebidas da casa, o ‘drink de mulherzinha’. Na ocasião, ele comentou com a garçonete que não considerava o nome adequado. Horas depois, teceu uma consideração no movimentado perfil do estabelecimento no Facebook, desencadeando uma avalanche de manifestações.

Nesta quinta-feira, 6 de outubro, a jovem recebeu a reportagem do Diário Digital para falar de sua surpresa com o episódio e esclarecer a situação. O bar em questão é o Trutis Bacon Bar especializado em alimentos com bacon e famoso pela polêmica com veganos. No perfil do bar, a jovem escreveu que estranhava a escolha do nome. "Não entendi porque um drink chamado "drink de mulherzinha" que vem com pouco álcool.Garanto que a mulherada bebe muito mais do que muito metido a machão", escreveu. O proprietário do bar Loester Carlos Souza não deixou passar batido: “Meu bar, minhas regras”, respondeu.

Bruna que estava acompanhada do namorado, o também biólogo Fábio Góes, 30, explica que já tinha decidido deixar o bar sem consumir no local quando falou à garçonete sobre o nome do drink. O cardápio não agradou o casal que decidiu lanchar em outro estabelecimento. “Não fomos embora por causa do nome do drink. Já tínhamos decidido sair. Além disso, quando  postei o comentário no Facebook só quis manifestar minha opinião de consumidora. Não imaginava a reação do empresário e nem tamanha polêmica entre os internautas”, mencionou.

Contudo, a jovem sustenta sua posição. “De fato considero o nome da bebida machista. Sou bióloga e, por vezes, estou no campo lidando com animais. Não gosto de ouvir coisas do tipo, isso não é trabalho de mulher ou isso não é para meninas. Na minha opinião, o nome do drink é machista”, explicou.

A opinião tem o apoio de Fábio que tem a mesma linha de pensamento. “Tem um machismo subtendido na situação, pois traduz aqueles velhos conceitos segundo os quais mulher não pode beber, não pode se divertir e etc. Cria uma diferenciação entre homens e mulheres. Agora sobre a manifestação no Facebook, a gente só quis dar uma dica”, afirmou.

O bar tem como marca a irreverência. Porém, o casal recém-chegado de São Paulo não conhecia a fama do estabelecimento. “A gente estava passando na frente do bar que nos pareceu um lugar bacana e decidimos entrar”, relembra Fábio. “Quando saí do local não estava irritada e muito menos quis desabafar na rede social, apenas manifestar minha opinião de cliente. Fiquei muito surpresa com a repercussão”, diz Bruna.

Na quarta-feira passada, 4 de outubro, o dono do bar Loester Carlos Souza, concedeu entrevista ao Diário Digital. Ele disse que não pretende mudar o nome da bebida e que, inclusive, aproveitaria a polêmica para criar promoções. Contudo, ele assegura que considera importante ter a simpatia e a presença do público feminino em seu estabelecimento.

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