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14 de dezembro de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Meio Ambiente

Documentário que trata do assoreamento no Pantanal é lançado em Corumbá

Obra foi filmada em várias regiões do Pantanal de março de 2018 a setembro de 2019

19 Nov2019Da redação14h58

Foi lançado em Corumbá (MS), o documentário “Ruivaldo, o Homem que Salvou a Terra” que trata do assoreamento acelerado dos rios e a consequente inundação permanente de áreas do Pantanal. O lançamento na Casa Vasquez e Filhos reuniu autoridades do município, produtores rurais, pesquisadores, acadêmicos e o público em geral que se preocupa com o futuro do Pantanal.

O documentário tem direção de Jorge Bodanzky e co-direção de João Farkas e conta a história de Ruivaldo Nery de Andrade, proprietário da Fazenda Mutum que mesmo após ter sua propriedade inundada e ter ficado ilhado e isolado, resolveu permanecer e resistir à inundação encontrando maneiras criativas de sobrevivência.

Filmado em várias regiões do Pantanal de março de 2018 a setembro de 2019, o documentário aborda as transformações pelas quais passa a região pantaneira e aponta caminhos para o desenvolvimento de seu potencial econômico.

Esse é um projeto do Documenta Pantanal que é uma iniciativa para somar forças que se encontram com o objetivo de chamar a atenção sobre preservar o patrimônio do Pantanal, refletindo e auxiliando na busca de soluções que harmonizem as necessidades de geração de riqueza coma preservação do Bioma. Filmes documentários, blog e mídias sociais, livros e exposições sobre o assunto são ações coordenadas pelo Documenta Pantanal.

O personagem do filme, Ruivaldo, estava presente no evento e contou para o público a sua história de vida e de luta pela preservação do Pantanal. “Temos todos que fazer a nossa parte e tentar salvar esse patrimônio. Agradeço imensamente a Teresa Bracher e o João Farkas por terem me convidado para fazer esse filme e abordar sobre o nosso Pantanal e tudo aquilo que o rodeia”, frisou durante o lançamento.

Para o Diretor de Relações Institucionais do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), Angelo Rabelo esse é um momento muito especial. “Pois o filme tem o objetivo de fazer com que todos abracem essa causa e chamar a atenção não só para o Rio Taquari mas também para outras ameaças que nos circundam e demais rios que compõem a planície. Não podemos ficar omissos dessa luta”, ressaltou.

O filme transmite ao público que quando uma área natural é convertida para pastagem ou agricultura, a implantação de boas práticas de conservação de solo, como as adotadas pelo moderno agronegócio brasileiro, é fundamental para que não se estabeleça o ciclo vicioso de perda de solo, erosão e assoreamento dos rios. E ainda mostra que as medidas mais importantes são: curvas de nível, caixas de contenção, adequação de estradas, proteção de nascentes e matas ciliares, e plantio direto.

O Documentário é uma realização da MoG Produtora, Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania e Governo Federal. Tem o patrocínio da Lei de Incentivo à Cultura, Rodobens, ULTRA e Klabin e apoio do Acaia Pantanal e do Instituto Homem Pantaneiro (IHP).

 

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