Campo Grande • 02 de dezembro de 2016 • Ano 5
OrganizaçãoIvan Paes BarbosaDiretor de RedaçãoUlysses Serra Neto

Agência Brasil | quarta, 19 de outubro de 2016 - 19h34Cunha usou propina para custear casamento da filha, suspeita Lava JatoLinha de investigação foi aberta após a quebra do sigilo bancário de empresas ligadas ao ex-parlamentar

(Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

A força-tarefa de procuradores da Operação Lava Jato investiga se o ex-deputado federal Eduardo Cunha usou propina para custear o casamento de uma de suas filhas, Danielle Cunha, em 2011. As suspeitas dos procuradores constam no pedido de prisão, deferido hoje (19) pelo juiz federal Sérgio Moro.

A linha de investigação foi aberta após a quebra do sigilo bancário de empresas ligadas ao ex-parlamentar, acusado de manter contas não declaradas na Suíça para ocultar recebimento de propina em um contrato da Petrobras no Benin, na África.

De acordo com os investigadores, o custo do aluguel do hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, para realização da festa foi de R$ 266 mil, mas não há registros de saques em contas bancárias que comprovem a origem dos recursos para o pagamento do serviço.

Segundo os procuradores, a pedido de Danielle, a nota fiscal do aluguel foi feita em nome da C3 Produções, empresa ligada a Cunha e suspeita de lavar o dinheiro obtido ilicitamente por ele. Os pagamentos foram feitos em depósito bancários em dinheiro.

“Embora a questão ainda mereça maior aprofundamento, resta claro que o dinheiro usado para o pagamento do casamento de Danielle Cunha era proveniente de crimes contra a administração pública praticados pelo seu pai, o ex-deputado federal Eduardo Cunha”. afirmam os investigadores.

A prisão foi decretada na ação penal em que o deputado cassado é acusado de receber R$ 5 milhões, que foram depositados em contas não declaradas na Suíça. O valor seria oriundo de vantagens indevidas, obtidas com a compra de um campo de petróleo pela Petrobras em Benin, na África. O processo foi aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas após a cassação do ex-deputado, a ação foi enviada para o juiz Sérgio Moro porque Cunha perdeu o foro privilegiado.

"Decisão absurda" - Em nota, o ex-deputado Eduardo Cunha afirmou que a decretação da prisão é uma "decisão absurda" e "sem motivação".

Conforme a  nota, "a referida ação cautelar do Supremo, que pedia minha prisão preventiva, foi extinta e o juiz, nos fundamentos da decretação de prisão, utiliza os fundamentos dessa ação cautelar, bem como de fatos atinentes a outros inquéritos que não estão sob sua jurisdição, não sendo ele juiz competente para deliberar".

Veja Também
Ministro destaca esforço conjunto contra dengue
Governo de MS entrega resfriadores e ordenhadeiras para pequenos produtores
SUS incorpora quatro remédios para tratamento da hepatite C
Núcleo de Inteligência de Fronteira será instalado em MS
Infraero conclui revitalização em pátio do aeroporto da Capital
sexta, 02 de dezembro de 2016 - 13h41Senai certifica mais 426 alunos de 30 cursos em 6 cidades do Estado Em Campo Grande, no auditório do Senai, foram certificados 60 alunos
sexta, 02 de dezembro de 2016 - 12h52Trump reafirma que construirá muro na fronteira com o México Magnata voltou a dizer que irá impedir que pessoas de países com problemas com terrorismo entrem nos Estados Unidos
Produção industrial cai 1,1% entre setembro e outubro
sexta, 02 de dezembro de 2016 - 12h18Percentual de negros em universidades dobra, mas é inferior ao de brancos Dados foram constatados pela Síntese de Indicadores Sociais
sexta, 02 de dezembro de 2016 - 12h00Menor e jovem são flagrados armados Encaminhado ao 1º Distrito Policial, o menor alegou defesa pessoal para o porte da arma, foi ouvido e liberado em seguida
square noticias uci
Últimas Notícias  
Diário Digital no Facebook
Rec banner - cirurgia.net
DothNews
DothShop
© Copyright 2014 Diário Digital. Todos os Direitos Reservados
© Copyright 2016 Diário Digital. Todos os Direitos Reservados
 Plataforma Desenvolvimento