Campo Grande •22 de Agosto de 2017  • Ano 6
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Valdelice Bonifácio | Terça, 11 de Abril de 2017 - 17h15Correios culpam greve por atraso de correspondênciasCarga ficou paralisada, ocasionando atrasos generalizados nas entregas

  
Caixas vazias pela cidade são resultado do atraso nas entregas dos Correios, que culpam greve pela situação (Foto: Marco Miatelo)
  • Caixas vazias pela cidade são resultado do atraso nas entregas dos Correios, que culpam greve pela situação
  • (Foto: Marco Miatelo)
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A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em Mato Grosso do Sul atribui o atraso na entrega de correspondências no Estado a uma greve ocorrida em Cuiabá (MT) onde está instalada a centralizadora que automatiza processos de triagem que atendem MS. “Tal fato fez com que toda a carga do Estado ficasse paralisada, ocasionando atrasos generalizados”, admitiu a empresa em nota encaminhada à redação do Diário Digital.

O fato se tornou alvo de queixas nas redes sociais da internet. Muitas pessoas reclamam de estarem recebendo contas com atraso. Até o Sedex estaria, segundo relatos, demorando para chegar. As reclamações partiram de moradores de vários bairros tais como  Taveirópolis, Tarumã, Jardim Panamá, Caranda, Tijuca, Iracy Coelho, Flaboyant, Universitário, União e Jardim dos Estados, dando mostras que o atraso está generalizado em Campo Grande.

Na nota, os Correios informam que a maior parte dos atrasos é de faturas. Contudo, a empresa assegura que as entregas serão normalizadas em breve. “A situação foi regularizada e a previsão é que a próxima semana se inicie já com todas as entregas em dia”,  afirma na nota.

Greve – Em Cuiabá, cerca de 300 trabalhadores do Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas dos Correios cruzaram os braços em 28 de março, em protesto à morte do trabalhador Celso Luiz Gomes, de 47 anos, que teve morte cerebral após contrair uma infecção por histoplasmose, mais conhecida como “doença do pombo”. Conforme os trabalhadores, a vítima contraiu a doença dentro da unidade, localizado em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

A greve só terminou no dia 5 de abril, após a assinatura de um acordo entre os Correios e os funcionários. A empresa se compromete a tomar medidas para evitar a entrada de pombos nos locais de trabalho e aumentar a equipe de limpeza do prédio. 

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