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20 de abril de 2018 • Ano 7
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Em MS

Cooperativismo impulsiona o agronegócio no estado

Sicredi teve crescimento de 20% alcançando resultado de R$ 2,35 bilhões

17 Abr2018Elaine Silva - Especial para Diário Digital08h00

“O cooperativismo é o que tem impulsionado o agronegócio sul-mato-grossense, 70% da capacidade armazenadora do estado pertence ao cooperativismo, nos últimos dois anos, mais da metade dos investimentos do estado vem de cooperativas, ou seja, quem incentiva e tem promovido ganhos maiores aos produtores rurais no estado é o setor cooperativista”, segundo o diretor presidente do Sicredi no Estado de Mato Grosso do Sul Celso Ramos Régis. Após a divulgação do aumento nacional de 20% e o resultado líquido de R$ 2,35 bilhões em 2017.

O setor que impulsiona o cooperativismo é o rural, pois os produtores têm uma necessidade maior de manter uma união. “Em momento de grande crise é que as pessoas se unem mais, buscam o cooperativismo, apoiar-se nos ombros uns dos outros exatamente quando está em dificuldade, faz parte da questão humana. E o empreendimento cooperativo, ele preenche essa lacuna quando a pessoas tem dificuldade”, conta Celso.

Conforme o presidente, o cooperativismo nasceu na Inglaterra no meio urbano após a revolução industrial, mas o modelo encaixou muito bem no meio rural, onde as pessoas têm mais necessidade de estar juntas. “Existem três pilares para uma cooperativa, necessidade para as pessoas terem empreendimento, viabilidade econômica e pessoas para administrar. Em qualquer cidade o sindicato rural é que faz a principal feira, o principal clube, pois é a maior organização no meio”, complementa Régis.

O mercado bancário está fechando, as cooperativas estão aumentando, um dos motivos pode ser a diferença no modelo de gestão. “Quando se quer instalar uma cooperativa em algum lugar, primeiro quem tem que querer não é a empresa, e sim os moradores da região, como por exemplo no município de Bandeirantes, a população queria o Sicredi lá e procuraram a empresa. A população tem que colocar dinheiro e investir e fazer o Sicredi ir para lá, tanto que já abriu e só vai fechar quando a população quiser que feche. Já os bancos fecham se não tiver lucro, uma cooperativa só fecha se os cooperados não acreditarem mais que podem ter lucro, igual grupo de compra”, informa o Ramos.

O cooperativismo tem andado junto com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), pelo motivo de onde existir cooperativas o IDH é maior. “A cooperativa cresce o IDH, estamos até trabalhando nisso, existem pesquisas sendo realizadas pelo FNQ(Fundação Nacional de Qualidade), sobre essa questão de trabalho no Brasil. Sorte é que juntos eles estão o cooperativismo e o IDH, agora basta saber quem chegou primeiro, mas eles sempre estão juntos,  mostrando que a satisfação da população aumenta. A cooperativa organiza o setor produtivo e pessoas, e é feita por pessoas não capital. Claro que tem que ser feita a atividade econômica do empreendimento, mas a lei diz que para criar uma cooperativa precisa de 20 pessoas, pois as pessoas é que fazem o negócio”, informa o presidente.

Além do aumento nacional, o estado também teve um aumento de 20 % no crescimento durante o ano de 2017.  A cooperativa de crédito Sicredi anunciou um crescimento de 20% em 2017, após ter os resultados financeiros auditados. Com isso, foi alcançando o resultado líquido de R$ 2,35 bilhões. Os ativos totais apresentaram crescimento de 17,3%, na comparação com o ano anterior, chegando a R$ 77,3 bilhões. Atualmente o Sicredi possui cerca de 3,7 milhões de associados e atua em 21 estados brasileiros.

Portfólio – “ Com mais de 100 produtos para atender tanto o meio empresarial quanto a pessoa física, as maiores corporações são direcionadas ao agronegócio por conta da própria matriz econômica do estado, mas não fica só aí. O principal objetivo da coorporativa de credito não é ter o menor preço, mas distribuir o resultado de toda operação financeira que é feito. No portfólio, a pessoa física ou jurídica não necessita mais de uma adição financeira convencional, ela faz tudo na cooperativa, que vai do cambio até credito imobiliário”, informa Regis, que ainda complementa: “Com redes de cooperativas no Brasil inteiro, 120 ao todo e 1500 no mundo. Todas interligadas entre si, se uma determinada rede está em baixa em uma região, a outra vai lá e equilibra, fazendo com que não haja dificuldades para qualquer valor de tamanho de operação para ser feita”, finaliza o presidente.

Transparência – Um dos pontos mais fortes da cooperativa é a transparência. Existem assembleias que são realizadas até 30 de abril, com a participação dos funcionários e investidores. “Normalmente quem tem mais conhecimento participa mais, até por uma questão de capacitação, para fazer o mais baixo chegar no mais alto, pois nunca o mais alto vai cair, fazendo o equilíbrio”, informa Celso.

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