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23 de abril de 2018 • Ano 7
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Olímpiadas

Comitê oficializa fim da candidatura de Roma aos Jogos Olímpicos de 2024

Anúncio do Coni ocorre 20 dias após prefeita de Roma, Virginia Raggi, anunciar desistência do governo local de tentar sediar a Olimpíada de 2024

11 Out2016Da Agência Brasil10h28

O presidente do Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni), Giovanni Malagò, confirmou nesta terça-feira (11) a interrupção oficial da candidatura italiana a sede dos Jogos Olímpicos de 2024. A informação é da Agência Ansa.

"É o dia do esclarecimento. Escrevi uma carta ao COI [Comitê Olímpico Internacional] com a qual interrompemos a candidatura. Coerentemente com o que dizia anteriormente, para levar adiante esse projeto precisávamos de três pernas. Uma dessas, segundo a minha opinião e da maioria dos italianos, por motivos demagógicos, faltou. Assim, fomos obrigados a interromper e, acreditem, foi difícil derrubar-nos", disse Malagò visivelmente emocionado.

O anúncio do Coni ocorre 20 dias após a prefeita de Roma, Virginia Raggi, anunciar a desistência do governo local de tentar sediar a Olimpíada de 2024. Para ela, o líder do esporte olímpico italiano voltou a fazer críticas pesadas.

"Raggi disse que seria irresponsável dizer sim. Não é mais irresponsável dizer não a US$ 1,7 bilhão do COI para a retomada de Roma? Ninguém poderá cancelar a nossa história. Queria poder ter dito a Raggi que iríamos fazer Jogos limpos e lícitos. O interesse de corrupção não nos interessa", afirmou Malagò sobre a acusação do partido da prefeita, o Movimento Cinco Estrelas (M5S), de que as Olimpíadas seriam usadas apenas para desviar verbas.

No entanto, ele destacou que sequer conseguiu falar com a prefeita, que deixou os representantes do Coni esperando em uma sala de reuniões e não compareceu ao encontro, ou com o líder do M5S, Beppe Grillo.

Citando algumas personalidades que fariam parte da gestão do evento em caso de vitória, o cartola disse que Raggi tomou "uma decisão pré-concebida" e que ela "não quis nos escutar" em nenhum momento.

Para Malagò, a desistência arranhou os 102 anos de história do Coni. Agora "teremos que escalar uma montanha" para recuperar "nossa credibilidade".

"Interromper esse processo a 11 meses da decisão causa um precedente. Vancouver, em 1974, se retirou da corrida pelos Jogos de Inverno de 1980. Vancouver só realizou os Jogos em 2010. Pagaremos um preço altíssimo e isso nos faz entender quais serão os danos ao esporte italiano. Pela primeira vez em 102 anos o país inteiro apoiava a candidatura. Agora, tentarei deixar com credibilidade o país e o esporte", destacou o dirigente.

Inconformado, Malagò voltou a dizer que Raggi tem em suas mãos "as recentes pesquisas que mostram cada vez mais romanos favoráveis" ao evento.

"Pouca popularidade? Nós tínhamos Totti, Valentino Rossi, Pellegrini, Buffon. Toda a indústria do país, 68 medalhistas no Rio, prêmios Oscar, o que poderíamos fazer a mais? Manifestações? Eu não gostaria disso e não é nosso estilo. Erros? Nós cometemos, por certo. Mas, é esse fogo amigo que não esperávamos a três quartos do fim da corrida", disse ainda sobre a suposta "falta de apoio" destacada pelo M5S.

Agora, com a desistência de Roma, as cidades de Paris (França), Los Angeles (EUA) e Budapeste (Hungria) continuam na disputa para ser a sede do maior evento do mundo em 2024. O anúncio do vencedor será divulgado em setembro de 2017, durante o congresso do Comitê Olímpico Internacional no Peru.

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