Campo Grande •22 de Agosto de 2017  • Ano 6
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Da redação | Quinta, 11 de Maio de 2017 - 20h00Com acolhimento na saúde, prefeitura tenta reduzir lotação em postosMunicípio está qualificando gestores para que compreendam funcionamento do SUS

(Foto: Divulgação)

O acolhimento na Saúde, que busca dar resolutividade aos problemas que os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) encontram ao buscar uma unidade de atendimento, tem como um de seus objetivos reduzir a superlotação nos postos, encaminhando os usuários aos locais necessários.

É comum que os pacientes busquem no serviço de emergência, atendimentos que poderiam ser resolvidos na atenção básica. Isso acontece, muitas vezes, por falta de tempo, ou mesmo desconhecimento de como funciona o sistema.  Com isso, o usuário acaba por buscar na emergência  o atendimento que cabe à atenção básica – o que provoca superlotação.

Constatado este problema, a Prefeitura de Campo Grande está qualificando os gestores para que compreendam o funcionamento do SUS e passem as informações a suas equipes, tornando-os assim multiplicadores deste conhecimento.

“Aqui a gente é só multiplicador e de nós vão surgir outros multiplicadores, que vão estar repassando esta mensagem a todas as equipes. A unidade de urgência é só uma porta para quem realmente precisa desse atendimento. A gente precisa levar os demais pacientes onde ele vai ser melhor acolhido – que é na atenção básica. De uma maneira geral, os pacientes procuram essas portas e muitas vezes não são casos de urgência, isso também é humanizar, garantir um atendimento otimizado para o paciente em sua totalidade”, declara o coordenador geral de urgência, Yama Higa.

Responsável pelas dez portas de pronto-socorro da Secretaria Municipal de saúde, Higa ressalta que o Seminário “Acolhimento nos Serviços de Saúde: aos Trabalhadores e aos Usuários do SUS”, que acontece nesta quarta e quinta-feira, aos gestores da Saúde, é de extremo valor, uma vez que os servidores precisas acolher o paciente de uma maneira mais humanizada.

“Em associação à Ouvidoria, a gente está disponibilizando pessoas para acolher esse paciente lá fora, mas não esquecemos da população interna. A gente só consegue acolher se for bem acolhido”, frisa.

O trabalho a que ele se refere está sendo implantado pela prefeitura, por iniciativa da Sesau e da Ouvidoria-Geral do Município, desde o fim do mês passado nas unidades de atendimento 24 horas. As UPAs Coronel Antonino, Vila Almeida, Universitário e Leblon passaram a contar com os colaboradores que fazem a recepção dos pacientes passando informações, tirando dúvidas e encaminhando os usuários para as salas de atendimento ou mesmo para as UBS, quando é o caso.

Para o médico sanitarista e professor da Unicamp, que está em Campo Grande palestrando no seminário, Fábio Luiz Alves, este tipo de atuação dá resolutividade ao SUS. “A gente começou a fazer o acolhimento pelas nossas unidades do Programa de Saúde da Família, onde as equipes de saúde fazem uma organização de uma escala. Essa articulação, desta equipe, vai resolvendo o problema dos usuários. É uma porta aberta para que o usuário tenha respostas para suas questões”, enfatiza.

O ouvidor-geral do Município, Antonio Ueno, acredita que se a prefeitura conseguir que o usuário faça o atendimento na UBS, conseguirá desafogar as Upas e fazer com que todos tenham um atendimento de melhor qualidade.  A expectativa é de que até o fim do ano 800 pessoas sejam qualificadas.

Para a secretária adjunta de Saúde, Andressa De Lucca Bento, o processo de transformação acontece aos poucos, mas será eficiente. “Tem que ser trabalhado, cada realidade é uma, e cada um tem que fazer o melhor nas condições que tem disponíveis, com embasamento técnico. Estamos desde ontem trabalhando tanto na micropolítica, quanto na mesopolitica e na alta gestão. A gente tem trabalhado todas essas gestões de acesso, porque acolhimento é acesso e resolutividade”, afirma.

Participante da capacitação, a ouvidora da Saúde, Sônia Maria Côrrea, destacou o compromisso e a humildade de construir junto um atendimento de qualidade ao usuário de saúde. “Nós precisamos construir juntos, olhando para cada um de nós, de que forma você gostaria de ser atendido na saúde pública e como fazer isso ao outro”, finaliza.

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