Campo Grande •29 de Junho de 2017  • Ano 6
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Valdelice Bonifácio | Sexta, 14 de Outubro de 2016 - 15h59Casal de haitianos pede ajuda para trazer filhas do HaitiDinheiro que está sendo arrecadado pela internet será usado para comprar passagens

  
Rodnel Sinsurin mostra a foto das filhas que estão no Haiti; a mãe Adeline está muito preocupada (Foto: Roberto Okamura)
  • Rodnel Sinsurin mostra a foto das filhas que estão no Haiti; a mãe Adeline está muito preocupada
  • Pai da família acompanha a arrecadação pela internet (Foto: Roberto Okamura)
  • (Foto: Roberto Okamura)

Um casal de haitianos que mora em Campo Grande está fazendo uma campanha na internet para arrecadar dinheiro e conseguir trazer as duas filhas de quatro e seis anos que ficaram no Haiti. As meninas estão com uma prima na cidade de Limbé. Elas ficaram desabrigadas após o furacão que atingiu o País no início do mês. A verba arrecadada será usada para comprar as duas passagens, no valor de R$ 8 mil.

O pai da família Rodnel Sinsurin, 33 anos, veio para Campo Grande em 2014, em busca de uma vida melhor, pois passava dificuldades no Haiti, onde estava desempregado. No ano seguinte, trouxe a esposa Adeline Sinsurin, 31 anos, e filha bebê Ariana, de nove meses. Segundo ele, um erro na documentação impediu que as outras duas filhas Diomele e Rose Kerlove embarcassem para o Brasil na ocasião.

As meninas passaram a morar na casa de uma prima de Adeline, que foi atingida pelo furacão Matthew. Como muitos haitianos, elas tiveram que pedir socorro em abrigos. “Soubemos que a alimentação delas lá não está boa. Elas não estão sendo bem atendidas lá”, conta o pai. “Fico muito preocupada. É muito ruim para uma mãe ficar longe das filhas”, diz a mãe.

O casal tem visto humanitário e, portanto, está vivendo legalmente no Brasil. O sonho de unir toda a família novamente depende agora da arrecadação já que os Sinsurin não têm dinheiro para bancar as passagens. Rodnel trabalha como ajudante de pedreiro e ganha cerca de R$ 770 por mês. Adeline ajuda nas despesas da casa trabalhando como diarista. O casal e a filha pequena moram em uma pequena casa alugada no Bairro Rita Vieira.

A arrecadação foi organizada por amigos do casal. A engenheira agrônoma Karla Betânia encabeça a campanha. Ela conheceu o casal ao contratar os serviços de Adeline. Karla relata que a campanha será toda documentada e os participantes vão receber por WhatsApp e e-mail informações sobre a arrecadação. “Nossa meta é trazer as meninas até o Natal. Temos de levantar 8 mil reais”, diz.

A campanha já arrecadou R$ 2,760, menos da metade do que o casal precisa para comprar as passagens. Interessados em contribuir devem entrar no site da campanha e fazer a doação em dinheiro. Clique aqui.

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