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19 de novembro de 2018 • Ano 7
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Altas habilidades

Campeonato de aerobarcos revela superdotados

Crianças trabalham criatividade, interesse e envolvimento em projeto da REME

9 Nov2018Luany Mônaco - Especial para o Diário Digital19h08
Kaio recebeu primeiro lugar em sua categoria (Foto: Marco Miatelo)
  • Campeonato de aerobarco proporciona aos alunos da sala de altas habilidades a colocar em prática toda criatividade
  • Kaio recebeu primeiro lugar em sua categoria (Foto: Marco Miatelo)
  • Diely e a dupla que conquistou o segundo lugar na categoria, com o barco na mão está Guilherme seu filho de 11 anos (Foto: Marco Miatelo)
  • Paula Susana com os filhos, com o barco na mão está Kaio, vencedor do 1° lugar (Foto: Marco Miatelo)
  • Professora Cléia Assis Yto, responsável pela sala de altas habilidades (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
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  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)

Foi realizado nesta sexta-feira, 9 de novembro, o Campeonato de Aerobarcos com a participação dos alunos da sala de altas habilidades da Rede Municipal de Ensino (REME ), no Centro Municipal de Treinamento Esportivo (CEMTE), localizado no Bairro Carandá Bosque, em Campo Grande. Crianças do 1° ao 9° ano do Ensino Fundamental diagnosticadas com o QI (Quociente de Inteligência) acima da média confeccionaram seus próprios barquinhos para disputar entre si e saber quem passaria primeiro pela linha de chegada.

A construção dos protótipos foi feita pelos próprios alunos com o auxílio dos pais. Os pequenos desmontaram vários equipamentos eletrônicos como DVD’s, impressoras e secador de cabelos para retirar motores e materiais que servissem como matéria prima na montagem do sistema, construído e pensado pelos alunos, que fez com que os aerobarcos navegassem.

Além de ser um sucesso entre os estudantes, o campeonato serve como diversão acoplada ao estímulo que crianças diagnosticadas com QI elevado necessitam. A professora responsável pela classe de altas habilidades, Cléia Assis Yto, conta que apenas a partir dos 5 anos de idade crianças podem ser inseridas na sala dos super dotados, lá elas recebem formas diferentes de aplicação da metodologia e avaliações. “O campeonato foi promovido para poder associar as questões lúdicas e objetivas com o desmonte de sucatas para usar na montagem dos barcos” disse Cléia.

Kaio Henrique, de 13 anos, foi o medalha de ouro em uma das categorias da disputa. A mãe dele, Paula Susana, ficou sabendo do projeto por meio da SEMED (Secretaria Municipal de Educação) que indicou a sala de altas habilidades depois de uma avaliação psicopedagógica que apontou déficit de atenção no menino.

De acordo com a mãe, Kaio está mais ansioso por estar descobrindo um mundo muito maior do que ele sabia que existia, mas para o Diário Digital o aluno disse que está orgulhoso por achar que está fazendo um bom trabalho.

Diely do Nascimento, mãe de três meninos com altas habilidades, foi acompanhar os “pimpolhos” na competição que já era super aguardada por eles. Por não ter idade suficiente Juliano, de 5 anos, não pode participar da disputa, mas deixou bem claro que o barco feito por ele estava em casa.

A servidora pública pediu exoneração para poder acompanhar melhor o desenvolvimento escolar dos meninos. Eles também foram tirados da escola particular em que estudavam para poderem participar do projeto de altas habilidades onde apenas estudantes da Rede Municipal de Ensino podem entrar. Segundo Diely mesmo que a metodologia da escola pública seja mais fraca o projeto compensa muito bem esta falta, além disso, a convivência com outras crianças que possuem o mesmo diagnóstico faz muito bem aos meninos.

O diagnóstico do QI acima da média

A professora Cléia explica que a avaliação psicológica para diagnosticar este tipo de capacidade intelectual deve ser feito apenas a partir dos 6 anos, já que antes desta idade a diagnose pode ser confundida com alguns tipos de transtornos como TOD (Transtorno Desafiador de Oposição), hiperatividade (THD) e até o autismo. Algumas das principais características de um superdotado são a intolerância, facilidade de frustração, áreas específicas de dedicação e a falta de interesse com crianças da mesma idade ou menos intelectuais que ela.

Apenas 20% da população é identificada com QI acima da média, mas a profª Cléia adverte “não se desespere, estimule”. São três os princípios que devem ser trabalhados nesses casos, o envolvimento com a tarefa, a criatividade e o interesse. A orientação é para que os pais incentivem o trabalho e a curiosidade nas áreas de interesse da criança, dar o que o pequeno pede também é muito importante, mas sempre sabendo respeitar o limite e o tempo dela.

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