Campo Grande •25 de Junho de 2017  • Ano 6
OrganizaçãoIvan Paes BarbosaDiretor de RedaçãoUlysses Serra Neto

Valdelice Bonifácio | Terça, 20 de Setembro de 2016 - 17h45Bancários fecham 138 agências e protestam na CapitalTrabalhadores chegam ao 15º dia de greve nacional e negociações não avançam

  
Edvaldo Barros, presidente do sindicato, diz que banqueiros empurraram bancários para a greve (Foto: Roberto Okamura)
  • Edvaldo Barros, presidente do sindicato, diz que banqueiros empurraram bancários para a greve
  • (Foto: Roberto Okamura)
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Neste 15º dia de greve nacional, os bancários de Campo Grande e de outros 27 municípios de Mato Grosso do Sul, representados pelo Sindicato da Capital, fecharam 138 das 160 agências da região. No fim desta tarde, eles fizeram um protesto público em frente à agência central do Banco do Brasil, na Avenida Afonso Pena, no Centro da Capital. Usando faixas, cartazes e microfone, os trabalhadores reiteraram que, para eles, apenas a luta da classe é que vai garantir melhorias salariais e de condições de trabalho.

As negociações com os banqueiros não evoluíram até o momento. Os patrões insistem na proposta de reajuste salarial de 7%, quando os trabalhadores pedem 14,7%. “Só queremos que os bancos nos respeitem. Não queremos penalizar a população, mas são os banqueiros que empurram os bancários para a greve”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande Edvaldo Barros.

Durante a manifestação, o dirigente sindical falou sobre a liminar obtida pela Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS) para garantir 30% de trabalhadores em bancos que estejam dentro de órgãos públicos. “É importante esclarecer que essa ordem só vale para agências que estejam em órgãos públicos, federal, estadual ou municipal. Nestes locais, nós estamos cumprindo esse percentual. Contudo, nas demais agências, esta exigência não existe”, explicou.

Os bancários afirmam que a greve está mantida por tempo indeterminado ou até que os patrões apresentem uma proposta à altura das reivindicações dos trabalhadores. “Só a luta nos garante. Estamos reivindicando a reposição da inflação mais 5% de ganho real. Queremos melhorias condições de trabalho e mais segurança para prestar um bom atendimento à população”, comentou a bancária Marileda Ourives de Souza.

O sindicato representa  2,7 mil trabalhadores em Campo Grande e em outros 27 municípios próximos, sendo Anastácio, Aquidauana, Terenos, Dois Irmãos do Buriti, Miranda, Bodoquena, Jardim, Nioaque, Guia Lopes da Laguna, Bonito, Sidrolândia, Ribas do Rio Pardo, São Gabriel do Oeste, Jaraguari, Bandeirantes, Camapuã, Chapadão do Sul, Costa Rica, Figueirão, Coxim, Sonora, Pedro Gomes, Alcinópolis, Rio Verde de Mato Grosso, Rio Negro, Rochedo e Corguinho.

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