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27 de janeiro de 2020 • Ano 9
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Homenagens e esvaziamento

Baile da Dz7 uma semana após mortes

Nove jovens com idades entre 14 e 23 anos morrerem depois de ação da PM na favela de Paraisópolis, zona sul de SP, na madrugada de domingo (1º)

8 Dez2019R7.com14h00

Milhares de pessoas voltaram para rua onde acontece o Baile da Dz7, na favela de Paraisópolis (zona sul de São Paulo), na madrugada deste domingo (8), uma semana depois da ação da Polícia Militar no local terminar com nove jovens mortos supostamente pisoteados.

Músicas, camisetas, grafites de protesto contra violência na viela onde aconteceram as mortes e a presença de pessoas que nunca tinham ido em um baile funk mostravam que o pancadão seria diferente do habitual.

Em cima da multidão e das caixas de som que ditavam o ritmo do baile, o trecho da mensagem em uma faixa deixa o recado do baile deste final de semana: "a comunidade pede paz pela morte dos inocentes".

Entre os presentes, um grupo puxado por Robson Gonçalves, o MC Robs, 23 anos, vestia camiseta branca escrita "Favela pede Paz", que é o nome da música que ele compôs na última segunda-feira (2) sobre a tragédia.

O cantor José Henrique Amara, o MC RK, 21 anos, é frequentador assíduo do Baile da Dz7 e diz que é triste voltar ao evento pouco tempo depois do massacre. "Aqui é o maior baile funk de São Paulo, é o que temos para curtir nos finais de semana, e vim aqui depois de tantas mortes dá muita tristeza", afirma.

Apesar do grande número de pessoas presentes, os frequentadores afirmam que está longe de ser o que costuma ser o Baile da Dz7. "Isso daqui não é nada, antes do acontecido [no último domingo], tinha gente em todas essas ruas em volta, e hoje só está concentrado neste quarteirão", disse um morador que não frequenta o baile e prefere não ser identificado.

Na principal via onde acontece o pancadão, a rua Ernest Renan, tudo funcionava normalmente. As barracas de whisky, vodka e energéticos, os bares e tabacarias davam a impressão que acontecia um baile normal.

As ruas transversais, no entanto, estavam praticamente vazias — o que não é comum de acontecer nas noites de baile em Paraisópolis. "Semana passada aqui estava tudo cheio, tanto que a polícia começou a ação por aqui, hoje está esse dia triste, com muitas pessoas com medo", conta Victor Pereira, 22 anos, dono de uma adega em uma rua que cruza a principal.

Outra fato que, segundo os moradores, não é rotineiro na região foi a ostensividade da Polícia Militar. A cerca de 300 metros de onde se concentrava o maior grupo de pessoas para curtir o baile, a reportagem se deparou com uma viatura do batalhão de Choque da PM com policiais fortemente armados parados acompanhando a entrada e saída na via que acontece o baile funk.

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