Menu
25 de maio de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Mega banner FIEMS - Mês da Industria
Caso lava jato

Autores de agressão não queriam machucar, diz advogado

Mangueira de alta pressão foi acionada por fora da roupa da vítima

10 Fev2017Giselli Figueiredo, de Aquidauana, em colaboração para o Diário Digital16h21
(Foto: Divulgação)
  • (Foto: Divulgação)

A lesão causada em um adolescente de 17 anos durante uma suposta brincadeira em um lava-jato da Capital, causou muita comoção popular, mas os dois suspeitos desse fato que virou crime, através do advogado Francisco Guedes Neto, integrante do Escritório de Advocacia Ricardo Trad, buscam explicar o acontecido. A defesa de Thiago Giovanni Demarco Sena e Willian Henrique Larreia, conversou com a reportagem do Diário Digital, e se solidariza com todos os envolvidos nesta fatalidade.  

Na ótica do advogado de defesa, a infeliz brincadeira entre os envolvidos, resultou em um fim inesperado e indesejado. Segundo Guedes, os investigados não agiram com dolo (vontade consciente) de lesionar a integridade física da vítima. Sequer tiveram a intenção de matá-la. “Os envolvidos são amigos, brincavam entre si e tomavam tereré juntos todos os dias, tornando o ambiente de trabalho descontraído e amigável”.

Ainda de acordo com a defesa, durante a brincadeira entre os amigos que ocasionou a lesão, Thiago e Willian não tinham ciência de que o ar aplicado por fora do short jeans da vítima poderia ferí-la, ressaltando que a pistola de ar não foi introduzida no corpo do menor, como foi divulgado, onde o próprio adolescente confirmou essa versão em suas declarações ao delegado de polícia, confirmando a inexistência de introdução da mangueira em seu corpo. “Se soubessem da potencialidade da brincadeira, jamais a fariam”, friza Guedes.

Francisco Guedes disse à reportagem que os investigados estão consternados e arrependidos, e desejam que o adolescente se recupere o mais rápido possível. Tanto Thiago e Willian, bem como suas famílias se prontificaram, desde o ocorrido, a ajudar a vítima. “Eles prestaram socorro imediato, participaram do translado da ambulância da UPA até a Santa Casa, e estiveram presentes no hospital visando colaborar com a família do menor, até serem ameaçados”.

A defesa esclarece que os investigados não se furtarão de responder pelos seus atos perante a autoridade policial e perante a justiça. Ambos se colocaram à disposição da DPCA (Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente) para prestar novos esclarecimentos, e participar, imediatamente, de qualquer ato diligenciado. Thiago e William estão dispostos a responder, pelos seus atos, mas espera que a Justiça decida o caso dentro dos limites da culpa – ante a ausência de qualquer modalidade de dolo (dolo direto e dolo eventual) no caso em concreto.

Histórico - O caso, registrado como lesão corporal, foi denunciado pelo primo da vítima, de 28 anos. No relato, ele disse que o adolescente “brincava com os colegas de trabalho”, quando um dos homens o agarrou pelo lombo e o dono do local inseriu uma mangueira no ânus do garoto.

A vítima foi levada por um dos acusados à Unidade de Pronto Atendimento do Bairro Tiradentes, enquanto o outro avisou a família. O menor foi encaminhado para a Santa Casa, onde ele está internado. Seu quadro de saúde já apresentou melhoras e ele é considerado um paciente estável.  

Veja Também

Caminhoneiros aceitam acordo e greve será suspensa
AGU já conseguiu 17 liminares para desbloquear rodovias federais
Manifestantes bloqueiam Central da Petrobras
Caminhoneiros não chegam a acordo com governo
Cheia faz Município suspender aulas em escola do Paraguai Mirim
Ruas vazias e postos lotados na Capital
Com sorteio de prêmios, Festa do Sagrado Coração começa no sábado
Copa Assomasul adia jogo devido à greve dos caminhoneiros
Na Capital, combustível acabou em 20% dos postos
Audiência pública debate o reordenamento dos bairros de Dourados