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28 de março de 2020 • Ano 9
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Crime ambiental

Assentado de Aquidauana matou 6 tucanos e desmatou área protegida

Infrator também foi multado em R$ 28 mil por vários crimes ambientais

10 Fev2020Da redação10h50

Policiais militares ambientais de Aquidauana prenderam no assentamento Indaiá III, um homem acusado de várias infrações e crimes ambientais. Os PM’s  localizaram na área de reserva legal coletiva do assentamento, que é  área protegida,  dois pontos de desmatamento e exploração de madeira, além de girau de espera, ceva e armadilhas de captura de animais silvestres armadas na mata.

Os policiais seguiram a batida e vestígios do arraste na retirada da madeira e chegaram ao lote 36, na residência do autor dos crimes. No pátio do lote, nas proximidades da casa, foram encontradas toras de madeira da espécie angico, uma motosserra e madeira serrada retirada da área de reserva legal do assentamento, além de três armadilhas de caça de ferro, do tipo normalmente utilizado para captura de tatus.

O infrator confessou os crimes e em sua residência foram encontradas seis cabeças de aves silvestres da espécie tucano, que o assentado havia abatido, além de quatro rifles de caça calibre 22 e 126 munições do mesmo calibre, uma espingarda calibre 28 e dois cartuchos carregados do mesmo calibre e duas garrafas contendo chumbo para recarga artesanal de munições, tudo sem documentação. A madeira, motosserra, armadilhas, armas e munições foram apreendidos.

O infrator de 60 anos, residente no assentamento, recebeu voz de prisão e foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Aquidauana, onde foi autuado em flagrante e responderá por crime ambiental de caça ilegal, com pena prevista de seis meses a ano de detenção, por exploração ilegal de madeira em área protegida, com pena prevista de um a três anos de detenção e por posse ilegal de arma de fogo, cuja pena é de um a três anos de detenção. Ele também foi autuado administrativamente e multado em R$ 28.000,00 pelas infrações. As multas ambientais serão julgadas pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul).

 

 

 

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