Campo Grande •23 de Maio de 2017  • Ano 5
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Valdelice Bonifácio | Sexta, 6 de Janeiro de 2017 - 19h48Arroz com caruncho e veículos sucateados na SualiProduto estragado já foi substituído; estoques estão abaixo do suficiente

  
Prefeito Marquinhos Trad durante visita à Suale; arroz impróprio para consumo já foi substituído (Foto: Marco Miatelo)
  • Prefeito Marquinhos Trad durante visita à Suale; arroz impróprio para consumo já foi substituído
  • (Foto: Marco Miatelo)
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O prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD) visitou pela primeira vez nesta sexta-feira, 6 de janeiro, a Superintendência de Abastecimento Alimentar (Suali), na Vila Sobrinho, na Capital. Neste local ficam estocados os alimentos destinados à merenda escolar da cidade.

A equipe de Marquinhos informou-lhe sobre a substituição de nove mil quilos de arroz que estavam cheios de caruncho, herança da gestão anterior de Alcides Bernal (PP). O alimento estragado já foi substituído pelo próprio fornecedor. A suspeita, segundo o diretor da Suali, Adaltro Albineli, é de má qualidade da mercadoria, uma vez que as condições de armazenamento estavam corretas.

Outro problema encontrado no local pela equipe de Marquinhos é o sucateamento dos veículos que fariam o transporte do alimento às escolas e ceinf´s. Os quatro caminhões estão sem condições de trafegar. “Não dá nem para vender como sucata”, disse Albineli mostrando os veículos ao prefeito.

No ano passado, conforme Albineli, os diretores das escolas faziam o transporte dos alimentos em carros próprios. Situação que o novo prefeito não permitirá que se repita. “Vamos remanejar veículos da prefeitura neste primeiro momento, numa força-tarefa para entregar os alimentos ao destino. Nenhum diretor vai ter que vir aqui buscar”, garantiu.

Contudo, antes mesmo de providenciar o transporte, ele precisa primeiro abastecer os estoques. Dos 20 itens pedidos pelos nutricionistas, há apenas 12 na Suali. Estão no galpão 400 quilos de açúcar, mas são necessários dois mil para a primeira entrega do ano às escolas e ceinf´s. Há falta ainda de leite, farinha de trigo, fermento e outros.

Licitações para a compra de alimentos estão em fase de andamento. “Contudo, se não houver tempo de entrega, vamos fazer uma compra emergencial, uma possibilidade que vou discutir com Ministério Público e Tribunal de Contas”, explicou Marquinhos.

Conforme Albineli, o transporte do alimento tem que começar no dia 23 de janeiro para as 223 unidades atendidas pela Suali. As aulas na rede municipal de ensino começam no dia 6 de fevereiro. Por dia, 105 mil pessoas são atendidas com as refeições nos órgãos públicos da prefeitura. 

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