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Campo Grande

Após abertura de CPI, chefe da Previdência se demite

Lauro Sérgio David se demite e Camilla Nascimento assume direção do IMPCG

17 Ago2017Valdelice Bonifácio18h26
Camilla Nascimento de Oliveira está assumindo a chefia do órgão (Foto: Gerônimo Interlandi)
  • Camilla Nascimento de Oliveira está assumindo a chefia do órgão (Foto: Gerônimo Interlandi)

Horas após a Câmara Municipal de Campo Grande comunicar oficialmente a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar supostas irregularidades cometidas no Instituto Municipal de Previdência da Capital (IMPCG), o chefe do órgão se demitiu. A exoneração de Lauro Sérgio Davi está publicada em edição extra do Diário Oficial do Município (Diogrande) desta quinta-feira, 17 de agosto.

Lauro estava na função desde o início da gestão Marquinhos Trad (PSD) em 1º de janeiro deste ano. Conforme nota divulgada pela prefeitura, ele pediu demissão por motivos pessoais. Ele será substituído por Camilla Nascimento de Oliveira, que era assessora-executivo II do órgão.

Ainda de acordo com a prefeitura, Camila Nascimento é formada em odontologia e possui em seu currículo uma extensa lista de contribuição na área da saúde pública. A nova diretora já foi secretária municipal de Saúde em cidade do interior do Estado; membro da comissão de auditoria, avaliação e controle em Saúde Pública e também esteve à frente da Fundação Hospitalar (Hospital Municipal) de São Gabriel do Oeste, atuando como diretora-presidente.

Casada e mãe de três filhos, a nova titular do IMPCG espera contribuir com o fortalecimento do instituto. “Aceitei esse novo desafio pensando na melhoria do Instituto Municipal de Previdência, não esquecendo nunca que ao encarar uma missão com seriedade e perseverança será possível transformar a realidade da entidade e criar grandes oportunidades, focada, principalmente, nos servidores públicos da nossa Capital”, assegura Camilla.

CPI -  O colegiado é composto pelos vereadores Fritz (presidente), Enfermeira Cida Amaral (relatora), Pastor Jeremias Flores, Veterinário Francisco e André Salineiro. As supostas irregularidades a serem apuradas ocorreram em gestões anteriores.

Os vereadores vão investigar denúncias de má-gestão ocorridas no período entre os anos de 2012 a 2017, ocasião em que levou o Instituto à ineficiência financeira, dentre as quais estão apontadas no Relatório da Comissão de Acompanhamento da Reestruturação do IMPCG, conforme consta no requerimento para a criação da CPI. O IMPCG compreende a Funserv, Servimed e Previcamp. 

A Comissão, além de apontar as falhas que causaram um rombo milionário no órgão, ainda elenca uma série de medidas que devem ser adotadas para reestruturá-lo financeiramente.

No relatório, consta que há indícios de divergência de valores e de informações a respeito do caixa do órgão, que deveria estar com pouco mais de R$ 110 milhões, fato que foi publicado no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), onde os demonstrativos apontavam que, em janeiro de 2013, havia R$ 110.650.995,27 no IMPCG, e em 30 de maio de 2016, o montante era de R$ 874.552,19, ou seja, decréscimo de R$ 109.776.443,08.

As atividades da CPI serão realizadas no prazo de 120 dias, podendo ser prorrogadas.

(Com informações da assessoria de imprensa da prefeitura de Campo Grande)

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