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Da redação | Quarta, 26 de Julho de 2017 - 16h54Apneia do sono prejudica o equilíbrio da mente e do corpoPrevalência é maior em idosos, obesos e mulheres na pós-menopausa

(Foto: Pixabay.com)

Além de um incômodo para quem dorme junto, o ronco também prejudica a qualidade de vida de quem é o “roncador”. Segundo dados divulgados em artigo de 2015 do Instituto do Sono da Universidade de São Paulo, cerca de 54% da população brasileira adulta sofre com o ronco. A prevalência é maior em idosos, obesos e mulheres na pós-menopausa.

O ronco pode ser um sintoma da apneia obstrutiva do sono, condição que se caracteriza pela obstrução parcial ou total das vias aéreas. A obstrução é recorrente durante a noite, com interrupções da respiração. 

A apneia é grave?

O nível de gravidade da condição é delimitado pela quantidade de vezes em que ocorrem as paradas de respiração a cada hora de sono. 

Apneia leve: 5 a 15 paradas por hora
Apneia moderada: 15 a 30 paradas por hora
Apneia grave: mais de 30 paradas por hora

Essas paradas durante o sono causam uma série de problemas ao corpo. O sangue recebe menos oxigenação, o sistema nervoso autônomo sofre alterações, e o metabolismo sofre os impactos. Podem surgir ou se agravar doenças e quadros como aterosclerose, hipertensão, obesidade, que são caminhos para as doenças cardiovasculares. Além disso, quando essas condições se reúnem, há um crescimento no risco de AVC, arritmias e infartos. 

Tratamentos

É preciso buscar tratamento especializado, pois as interrupções durante o sono podem causar dificuldade de concentração e sonolência excessiva durante o dia, além de irritabilidade, alterações na libido, cefaléia, obesidade e impotência sexual, entre outros diversos problemas que um sono de má qualidade pode acarretar ao organismo 

O diagnóstico é feito a partir da história clínica do paciente, exames físicos e pelo teste de registro do sono (polissonografia). Entre as medidas tomadas para aliviar o quadro estão a mudança na posição de dormir, a perda de peso, a suspensão do consumo de bebidas alcoólicas e sedativos, o uso de aparelhos específicos e tratamento fonoaudiológico. Em casos de alterações no queixo e na mandíbula que impactem na entrada de ar, a cirurgia buco maxilo facial pode ser a alternativa ideal.

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