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Educação

Apesar de protestos, Centro de Línguas será fechado

Funcionários das unidades da Capital e Dourados serão remanejados, segundo a SED

15 Jul2017Valdelice Bonifácio09h10

Apesar dos protestos da comunidade escolar e de críticas feitas por deputados estaduais, o governo do Estado confirmou que fechará as unidades do Centro Estadual de Línguas e Libras (CEL) Professor Fernando Peralta Filho que atualmente funcionam em Campo Grande e Dourados. O motivo é que as unidades não estariam atendendo prioritariamente o público para o qual foi criado, que são alunos de escolas públicas. Os funcionários de ambas unidades serão remanejados.

Em nota encaminhada à imprensa, a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul (SED) informa que o estabelecimento foi criado por decreto publicado em 2011 para atender prioritariamente, a estudantes que cursam o ensino médio e suas modalidades nas redes públicas de ensino – ou aqueles que são bolsistas em escolas particulares.

“Porém, entre o público atendido em Campo Grande e Dourados, atualmente, menos de 25% são de estudantes que se encaixam nesse perfil”, justificou a Secretaria. A destinação dos prédios que atualmente abrigam o Centro de Línguas em Campo Grande e Dourados está em estudo. A expectativa é de que o fechamento ocorra em dois meses.

A SED afirma que não haverá prejuízos para a formação dos alunos da rede pública, uma vez que os estudantes já são contemplados, na grade curricular da Educação Básica, desde o sexto ano do Ensino Fundamental, com aulas de Inglês ou Espanhol. Além disso, sete escolas da Rede Estadual na Capital ofertam cursos de Libras, segundo a SED.

“Nesse sentido, considerando o contexto atual e o fato de que o CEL não está vinculado ao atendimento dos aspectos prioritários da Educação Básica prevista em legislação, a SED dará início ao processo de descontinuidade dos módulos dos cursos atualmente em andamento no CEL”, diz a secretaria.

Ainda de acordo com a SED, os módulos de cursos que estão em andamento serão finalizados, conforme programação. “Após a conclusão dos estudos, profissionais efetivos que atuam no CEL serão remanejados para outras unidades da Rede Estadual de Ensino”, explica o órgão.

Protestos – Nesta semana, professores, funcionários e alunos do CEL de Campo Grande realizaram protesto público em frente à unidade contra o fechamento do local. Também houve repercussão na Assembleia Legislativa onde o deputado estadual Pedro Kemp (PT) puxou o debate sobre o assunto.

“Foi alegado falta de recursos para manter o Centro, que atendia o pessoal de baixa renda no ensino de diversas línguas, que era a oportunidade que tinham para se preparar para faculdade e mercado de trabalho. Segundo depoimento de diversos alunos, o ensino era muito qualificado. Lamentamos muito”, disse o parlamentar.

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