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Dayene Paz | Sábado, 26 de Agosto de 2017 - 07h29Apaixonado por Campo Grande, poeta conta história a cada passoProfessor, escritor, poeta, ex-secretário de cultura, apaixonado pela cidade e por cada detalhe que ela tem

(Foto: Luciano Muta)

A cidade morena de beleza e verde de natureza, que encanta quem passa por aqui. Campo Grande, uma cidade tão nova, mas que já tem muito para contar. Cada monumento, cada ponto turístico, uma história que fica na memória. Principalmente dos poetas sul-mato-grossenses que aqui se faz. “A poesia está guardada nas palavras”, como dizia Manoel de Barros.

A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo, em pé, árvore e atividades ao ar livreE porque não contar o que Campo Grande tem de bom? “O abrigo dos sonhos”, assim define o campo-grandense Américo Calheiros sobre a Capital Morena. Professor, escritor, poeta, ex-secretário de cultura, apaixonado pela cidade e por cada detalhe que ela tem. Por onde passa, nos pontos turísticos da Capital, como a Morada dos Baís, a igreja Perpétuo Socorro e avenida Afonso Pena, um flash fotográfico.

Américo chama a atenção pelo jeito que decidiu promover os pontos turísticos. “Posto a foto em frente ao local no Facebook e conto um breve histórico sobre aquilo. Acredito que era um bom espaço para colocar um pouco da cultura”, fala. O poeta afirma que Campo Grande tem muito além do que os olhos podem ver. “Temos patrimônio, temos cultura, para nós e para mostrar para os outros, só não valorizamos”.

O poeta, que teve uma boa receptividade com suas publicações na rede social, decidiu publicar um livro “Campo Grande, Aquarela de Luz”, relançado no final do ano de 2014, no qual conta brevemente sobre três corredores históricos da Capital. Da São Francisco ao Monumento dos Pioneiros, que ele chama de corredor das origens; Da antiga rodoviária ao Paço Municipal, denominado no livro de “O corredor da Barão do Rio Branco” e o corredor da Afonso Pena, da praça Newton Cavalcante ao Parque das Nações Indígenas. 

“Em Campo Grande tem um dos maiores parques naturais da América Latina, que é o Parque das Nações Indígenas, dentro praticamente do centro da cidade; o Horto Florestal, para que leve os filhos, amigos, faça piquenique, invente coisas”, aconselha o escritor.

Em cada ponto, Américo detalha um breve histórico. “Nesse período como gestor cultural, fui aprendendo muita coisa, fui conversando com muita gente da área, e fui me surpreendendo com tudo isso”, revela. “É uma cidade jovem em construção, bonita, com ruas largas e arborizadas. 

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em péPensamos que não tem nada, mas tem muito”, destaca. “A própria gestão pública pode trabalhar aspectos da cidade que sejam atrativos turísticos culturais, como por exemplo o Museu José Antônio Pereira, uma casa de taipa. Quem mais vai lá? Os turistas que vem de fora da cidade, porque o pessoal daqui não! Passam na frente, não entram, acham que conhecem, mas na verdade nunca entraram”, fala.

Para ele, é uma cidade que tem uma potencialidade imensa, pelo tempo de existência e repleta de oportunidades. “Precisa ser realmente repensada e ter um plano estratégico de desenvolvimento, adequado e pensando lá na frente, diversificar a matriz econômica, porque aqui vivemos de comércio e de serviços. Somos rodeados de fazendas, de chácaras, que dariam um ótimo turismo rural”, afirma. “Também acredito que temos que envolver cada vez mais a cidade na sua própria preservação, que não é uma responsabilidade só de governo”, termina.  

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