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15 de novembro de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
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Campo Grande 119 anos

Uma pausa, uma prosa, uma selfie

Ique esculpe o poeta símbolo do MS e obra se torna ponto para selfie no centro da Capital

22 Ago2018Laureano Secundo07h00
(Foto: Foto Luciano Muta e Elvio Lopes (Capa))
  • População na resiste a uma selfie na estátua do manoel de Barros
  • (Foto: Foto Luciano Muta e Elvio Lopes (Capa))
  • (Foto: Foto Luciano Muta e Elvio Lopes (Capa))
  • (Foto: Foto Luciano Muta e Elvio Lopes (Capa))
  • (Foto: Foto Luciano Muta e Elvio Lopes (Capa))

Um menino que brinca com palavras, outro menino traçando e moldando formas, ambos convidando outros meninos com seus novos brinquedos para participar da brincadeira numa das mais movimentadas esquinas da Capital. A cena, cada vez mais corriqueira, atrai o olhar de quem por ali passa, a pé, de ônibus ou de carro particular. Meninos de antes mostram para meninos de agora o que é brincar no canteiro da Avenida Afonso Pena. Os de hoje se deixam distrair e deixam o olhar pegar pela mão a alma e por segundos, minutos e mesmo horas sem querer descobrem uma Campo Grande onde o centro era bairro onde pais, mães, avós, tios, tias e vizinhos sentavam na calçada e crianças brincavam na rua..

Assim o cartunista e escultor Ique, menino que jogou bola, “construiu fazendas” debaixo de árvores nos quintais e calçadas  e ruas de sua infância em Campo Grande trouxe, pela mão o poeta Manuel de Barros para o canteiro da Avenida Afonso Pena  e diariamente recebem campo-grandenses que ali se sentam para uma pausa, uma prosa ou uma sélfie.

Com a escultura de Manoel de Barros consciente ou inconscientemente traz de volta uma Campo Grande que não existe mais. Um poeta, um sofá, um passarinho e mais um banco para quem mais quiser  chegar, sentar e conversar um hábito de uma Campo Grande que resiste na lembrança dos campo-grandenses que foram vencer em outros  lugares do mundo.

Vitor Henrique Woitschach, ou melhor Ique, tem 56 anos e é nascido na Cidade Morena  e há mais de 30, morador do Rio de Janeiro. É um campo-grandense que, como cartunista ganhou o país com seus traços retratando a realidade do cotidiano politico, econômico e social  brasileiro e como escultor tornou-se mundialmente conhecido ao esculpir ícones da cultura pop como Michael Jackson.

Pai de quatro filhos, Mariana (28), Diego (25), João (13) e Maria (4), apaixonado por guavira revela que a escultura de Manoel de Barros era um um antigo projeto seu pois a obra do poeta traz lembranças  que lhe tocam a alma. “Pra mim  o Manoel de barros é o maior poeta brasileiro”, afirma Ique.

Em Campo Grande, Ique cresceu no centro da cidade, mais precisamente na antiga Travessa Mamoré, que hoje é chamada de Pepe Simiolli. Já na adolescência deu seus primeiros passos  como desenhista no extinto Jornal Diário da Serra, como cartunista. Quando já estava na Faculdade ouvindo o conselho da professora Maria da Gloria Sá Rosa trancou a matrícula e seguiu para o Rio de Janeiro. Comecei com a caricatura, fui para cartunista e virei escultor, porque senti a necessidade de colocar vida no meu desenho”

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