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Pantanal

Atropelamentos e sumiço de aves assustam

Pesquisadores denunciam morte de mais mil mamíferos em apenas um ano

17 Abr2017Da redação10h09

A WCS (Wildlife Conservation Society ou Associação Conservação da Vida Silvestre, em português), ong de conservação ambiental que atua em mais de 40 países, lança a terceira edição de sua revista “Ciência Pantanal” no dia 18 de abril.

A morte de mais de mil mamíferos de médio e grande porte, como lobinho (ou cachorro-do-mato), tatu-peba e tamanduá-bandeira, em colisões com veículos em estradas do Mato Grosso do Sul em apenas um ano é um dos assuntos tratados em artigo da revista. Os autores, pesquisadores do Royal Zoological Society of Scotland e do Instituto de Pesquisas Ecológicas, alertam para a falta de proteção da fauna ao atravessar rodovias.

Com um total de 15 artigos assinados por 39 especialistas de 24 instituições de pesquisa ligadas ao meio ambiente, a publicação transmite informações científicas com linguagem simples e acessível, em 67 páginas com textos explicativos, informativos e curiosos, além de imagens, infográficos e mapas.

Os perigos que rondam aves pantaneiras, como arancuãs, jacutingas e mutuns, também são tema de artigo da publicação da WCS Brasil. Especialistas da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e da Embrapa Pantanal constataram um número consideravelmente menor de espécies em áreas em que há maior ação humana, devido a fatores como desmatamento e pecuária extensiva, do que em áreas de florestas contínuas.

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Um dos assuntos abordados na edição mostra os resultados da experiência com produtores rurais do Mato Grosso do Sul que recebem remuneração para adotar práticas e manejos conservacionistas e contribuir para o aumento da biodiversidade e redução de erosão, entre outros. Há também texto que aborda a polêmica envolvendo a caça de javalis (porcos não-nativos) no Pantanal e outro que explica a importância das salinas da região para a biodiversidade e as ameaças que elas sofrem. “O Pantanal não tem barreiras físicas ou geográficas para conter ameaças. Por isso, iniciativas coletivas são essenciais para disseminar as boas informações e colocá-las a serviço do bem comum”, afirma Carlos Durigan, diretor da WCS Brasil.

Também estão na revista curiosidades sobre pinturas rupestres, formigas pantaneiras e pequenos roedores; os debates sobre a Reserva da Biosfera do Pantanal, além de textos sobre iniciativas de ecoturismo sustentável; interdependência entre aves e matas; legislação ambiental; manutenção saudável de matas; convivência com animais invasores; e reprodução de peixes. “Informações científicas embasadas podem contribuir para a solução de conflitos no Pantanal”, diz a diretora da Pantanal da WCS Brasil Pantanal, Alexine Keuroghlian.

A publicação Ciência Pantanal é anual e possui distribuição gratuita. A terceira edição será lançada durante o evento "Diálogo pelo Pantanal", realizado pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), em parceria com a WCS Brasil e a WWF-Brasil, no dia 18 de abril, em Campo Grande (MS). No evento, serão discutidos assuntos como a Lei do Pantanal, a criação de corredores ecológicos no Mato Grosso do Sul e a Reserva da Biosfera do Pantanal. Estarão presentes representantes dos governos federal, do Mato Grosso do Sul e do Mato Grosso, além de parlamentares, pesquisadores, entidades classistas, proprietários rurais, entidades ambientais, empresários e a sociedade civil em geral.

A WCS Brasil ou Associação Conservação de Vida Silvestre é uma organização brasileira sem fins lucrativos, fundada em 2004, com foco no Pantanal e Amazônia. Sua estratégia é identificar problemas críticos de conservação e desenvolver soluções científicas adequadas a comunidades, beneficiando paisagens naturais, fauna silvestre e populações humanas. O lançamento será no auditório do Imasul, no Parque dos Poderes, a partir das 16h. 

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