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20 de janeiro de 2020 • Ano 9
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Educação

Aluno e professora conquistam medalha na Olimpíada da Língua Portuguesa

Estudante garantiu a medalha de prata com a crônica 'Manoel e o vendedor de bugigangas'

12 Dez2019Da redação19h00


Em um feito inédito para a Rede Municipal de Ensino (Reme), o aluno Nicolas dos Santos Sá, do 8º ano da escola municipal “Imaculada Conceição” e a professora Elaine Darnizot, conquistaram, nesta semana, o segundo lugar na etapa final da Olimpíada de Língua Portuguesa, realizada em São Paulo. Nicolas garantiu a medalha de prata com a crônica “Manoel e o vendedor de bugigangas”.

A dupla já havia ido para a capital paulista em outubro, quando foi selecionada para a semifinal do concurso. Na ocasião, Nicolas e a professora participaram de passeios culturais, palestras e oficinas de produção de texto.

Os dois foram os únicos representantes de Campo Grande e do Estado na etapa final e concorreram com outros 38 candidatos na categoria crônica. Ao todo a Olimpíada de Língua Portuguesa recebeu 171 mil inscritos em cinco  categorias: poema (5º ano), memórias literárias (6º e 7º),  crônica (8º e 9º), documentário (1º e 2º ano do Ensino Médio) e artigo de opinião (3º ano do Ensino Médio).

Antes de saberem o resultado, aluno e professora foram conhecer, junto aos demais concorrentes, as obras de reforma do Museu da Língua Portuguesa, que foi consumido por um incêndio em 2015 e deve ser reinaugurado em junho de 2020.

A professora Elaine, que orientou Nicolas em todo o processo, disse que, para a dupla, a medalha representa ouro e a conquista deve motivar alunos e professores a participarem de mais competições literárias. “Foi maravilhoso. Agora somos argumentos e provamos que é possível vencer, é real”, disse.

Também animado com o resultado, Nicolas, que semana passada ficou em segundo lugar no concurso sobre o Dia da Bandeira, organizado pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), ressaltou que não havia alimentando muitas expectativas devido a concorrência, por isso ficou feliz com a prata.

“A meta era chegar até a final, mas não quer dizer que eu pensava em medalha porque são muitos alunos. Foi um momento inesquecível da minha vida e agora, além da carreira de Relações Internacionais, penso na vertente literária também”, pontuou.

O concurso - Organizada pelo Ministério da Educação em parceria com o Itaú Social, com coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), a Olimpíada teve a participação de mais de 34 mil escolas e 65 mil professores da rede pública estadual e 4.740 das redes municipais.

O tema da competição deste ano foi “O lugar onde vivo” e as comissões julgadoras estaduais avaliaram e selecionaram as 443 produções semifinalistas de todo o Brasil. Só na categoria crônica, 38 foram para a final.

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