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19 de junho de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Prodígio

Aluno da Capital desenha emblema de missão espacial

Aos 11 anos, estudante do 7º ano vence concurso e mandará desenho para o espaço

5 Mar2018Valdelice Bonifácio18h20
No desenho, o verde foi representado pela cana-de-açúcar, o cimento em amarelo e a água, pelo planeta Terra (Foto: Marco Miatelo)
  • Luis Felipe Pimenta explica o desenho que venceu o concurso Arte Espacial - Patch ISS e vai para o espaço
  • No desenho, o verde foi representado pela cana-de-açúcar, o cimento em amarelo e a água, pelo planeta Terra (Foto: Marco Miatelo)
  • Patrícia e o filho Luís Felipe, amor pela astronomia começou em casa (Foto: Marco Miatelo)
  • Sandra Ferreira, diretora da escola Gappe (Foto: Marco Miatelo)
  • Luís Felipe quer ser astrônomo ou astrofísico (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
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Luís Felipe Pimenta de Souza só tem 11 anos e uma conquista para além deste planeta. O estudante do 7º ano da escola Gappe, em Campo Grande, criou o emblema da missão Brasileira Garatéa-ISS que parte em junho para Estação Espacial Internacional (ISS). O desenho feito por ele desbancou propostas de vários concorrentes no concurso “Arte Espacial”. “Quando fiz o desenho, eu não acreditava que ganharia. Só vi possibilidade, quando a votação da minha proposta disparou na internet”, relata.

A arte campeã viaja no mês de junho e retorna em agosto deste ano. O desenho deverá ser aplicado, por exemplo, nos uniformes dos integrantes de missão espacial. Esta é a segunda vez que o Brasil irá levar um experimento científico de jovens estudantes à Estação Espacial Internacional. A primeira vez ocorreu em 2006 quando a Missão Centenário levou à ISS o primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes.

Desta vez, a missão vai levar o experimento “Cimento Espacial com Plástico Verde” para realização de testes.  “No meu desenho,  o verde foi representado pela cana-de-açúcar, o cimento em amarelo e a água, pelo planeta Terra. Olhando o desenho, você vai conseguir enxergar a bandeira brasileira”, relata mostrando a imagem. “Além disso, usei letras iguais às da NASA, com o objetivo de homenageá-la. É uma forma de agradecimento já que todas as crianças do Brasil puderam participar do concurso”, acrescenta o estudante.

Luis relata que antes de começar os esboços para o desenho leu atentamente o edital do concurso. Ele levou uma semana nas pesquisas e depois quando sentou-se diante do computador, o desenho feito no Power Point, ficou pronto em menos de uma hora.

A proposta de Luis foi a mais votada na internet. Ele obteve 5,6 mil votos. Isso por si só não garantiu a vitória. Isso porque os cinco trabalhos mais votados foram submetidos à apreciação de um júri técnico.  O desenho de Luis também venceu nesta etapa e foi escolhido para a missão. “Quando eu soube fiquei muito, muito feliz”, relata o garoto.

A conquista é realmente especial, mas não é a única de Luis. No ano passado, ele já havia ficado em terceiro lugar no concurso nacional Astronomia em Mãos, quando desenhou um indígena olhando para as constelações. “O desenho foi feito à mão. Demorei um domingo inteiro para fazê-lo”, relembra.

A paixão de Luis pela Astronomia já vem sendo cultivada há algum tempo. O estudante é um dedicado integrante do Clube de Astronomia desde o ano passado. O gosto pela ciência que estuda os corpos celestes começou em casa. O pai é engenheiro em telecomunicações e faz prós-graduação em Astronomia.

“Lá em casa há muita coisa que remete ao espaço. A minha cama é em formato de foguete”, detalha. Observar o espaço é sua atividade favorita em astronomia. A mãe de Luis, a psicóloga Patrícia Pimenta relata hábitos do filho. “Às vezes, eu acordo de madrugada e ele está lá no quarto, de olho no telescópio, observando o espaço. Já tomei muito susto”, comenta. “Mas para ele, é tudo uma diversão. Flui naturalmente”, acrescenta.

A paixão pelo espaço já contagiou o irmão mais novo de Luis. “O Arthur tem sete anos e vive dizendo que um dia vai para o espaço”, revela Patrícia. Luis também sabe o que quer para o futuro. “Quero ser astrônomo ou astrofísico, ou ainda fazer algo ligado à tecnologia, desenvolvendo aplicativos, por exemplo”, planeja.

Clube de Astronomia – A Escola Gappe criou o Clube de Astronomia Duíla de Mello há quatro anos. Conforme a diretora da escola,  Sandra Ferreira, o objetivo do clube é proporcionar a iniciação científica de forma dinâmica e divertida para os estudantes. “Recentemente, o Clube reproduziu o sistema solar no Parque das Nações. Foi muito empolgante para os alunos”, relata. “É preciso ressaltar que o êxito de Luís Felipe ocorreu porque ele teve apoio nas duas frentes em casa e na escola”, analisa a diretora.

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